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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Há 60 anos, o Santo Papa Sarto era canonizado

 

Há 60 anos, o Santo Papa Sarto era canonizado

Em 29 de maio de 1954, Giuseppe Sarto, o Papa Pio X, era canonizado

A fama de santidade de Pio X remontava há muito tempo. Mesmo quando ainda vivo, atribuía-se a ele o dom da cura. Aqui mencionamos apenas três casos da época de seu pontificado. Certo dia, uma freira belga, que sofria de tuberculose, foi admitida a uma audiência pública com o Papa. Quando saiu, percebeu que estava completamente curada e não teve recaída. Em outra ocasião, após uma audiência pública, um alemão, cego de nascimento, ganhou sua visão após Pio X colocar as mãos em seus olhos e exortá-lo a confiar em Deus. De modo similar, uma criança cega foi imediatamente curada após o Papa pôr a mão em sua cabeça e dizer à mãe: “Reze ao Senhor e tenha fé”
          São Pio X.
São Pio X

Tão logo o corpo de Pio X foi colocado no túmulo, começaram as peregrinações. Em breve chegaram relatos de favores e graças miraculosamente recebidas, atribuídas à sua intercessão. Em fevereiro de 1923, todos os cardeais residentes em Roma — a única vez na história — assinaram um requerimento para o início de sua causa de beatificação. Um postulador foi designado: Dom Benedetto Pierami, Procurador Geral dos Beneditinos de Vallambroso. Em São Pedro, poucos meses depois, em 28 de junho de 1923, Pio XI inaugurou um monumento em honra a Pio X. Uma estátua de mármore o mostra de braços estendidos e olhos voltados para o céu. Na base do monumento, oito painéis de bronze representando os mais proeminentes aspectos e acontecimentos de seu pontificado: 1. O Pontífice da Eucaristia; 2. O defensor da fé; 3. O apoiador da França Católica; 4. O Patrono das Artes; 5. O Guardião dos Estudos Bíblicos; 6. O reorganizador do Direito Canônico; 7. O Reformador da Música Sacra; 8. O Pai dos Órfãos e dos Abandonados

O processo de beatificação
Os processos diocesanos (ou “processos ordinários”) começaram. Eles se deram na diocese de origem de Pio X e nas dioceses onde ele havia atuado em diferentes funções. Os quatro “processos ordinários” foram organizados sob a autoridade de cada um dos bispos responsáveis: em Treviso, 1923-1926; em Mântua, 1924-1927; em Veneza, 1924-1930; e em Roma, 1923-1931. Estes processos começaram menos de dez anos após a morte do Papa e, portanto, foi possível questionar pessoas que o conheceram, algumas de suas irmãs, alguns amigos de infância e juventude, alguns eclesiásticos que o conheceram em diferentes responsabilidades sacerdotais e episcopais, e também alguns prelados e cardeais do Vaticano. Ao todo, 205 testemunhas de sua vida foram interrogadas e suas declarações, sob juramento, foram examinadas. A cada testemunha foram feitas as mesmas perguntas (63 questões ao todo)

As declarações examinadas dos processos ordinários (mais de 10 mil páginas manuscritas) foram publicadas em forma de grandes sínteses — summarium — na Positio super introductione causae (Relatório sobre a introdução da causa). Esta Positio, que finalmente foi editada e produzida em 1941, tem 1130 páginas. Ela foi examinada pela Congregação dos Ritos, que publicou o Decreto para a Introdução da Causa em 1943 — significando que a causa de beatificação e canonização fora julgada oficialmente digna de ser apreciada pela Santa Sé

Agora os novos processos, chamados apostólicos, seriam repetidos nos mesmos lugares dos “processos ordinários”. Eles duraram de 1943 a 1946. Oitenta e nove testemunhas foram chamadas, cada uma tendo de responder a oitenta e uma perguntas. Embora algumas das testemunhas do processo ordinários já não estavam mais vivas, havia novas testemunhas disponíveis para dar seu depoimento. No total, nessas duas séries de processos, cerca de 240 testemunhas foram interrogadas e deram declarações sobre a vida e virtudes de Pio X. Uma nova Positio foi redigida, composta de excertos das duas fases do processo, chamando-se Positio super virtutibus. Publicada em 1949, continha 897 páginas. As “objeções” (animadversiones) lançadas pelo Promotor da Fé — chamado de advogado do diabo – resultou, em 1950, em uma Nova Positio super virtutibus e em uma Novissima positio super virtutibus (82 e 17 páginas)

Enquanto isso, um exame canônico dos restos mortais foi realizado. Os restos mortais de Pio X foram retirados de seu túmulo em 19 de maio de 1944 e trazidos para a Basílica Vaticana. O esquife principal foi colocado na Capela do Santo Crucifixo e foi aberto na presença dos prelados membros do Tribunal do Processo Apostólico. O propósito do exame era ter certeza de que os restos mortais no túmulo eram os da pessoa candidata à beatificação. Por longa tradição, todavia, a cerimônia também servia para verificar se o corpo poderia estar incorrupto. Esta não corrupção não é uma prova adicional de santidade, mas é um milagre que pode confirmar a fama de santidade que, de toda forma, já havia sido estabelecida. Foi o caso dos restos mortais de Pio X. Uma testemunha presente na exumação e exame descreve o estado de incorruptibilidade descoberto em 19 de maio de 1944:

A exumação.
A exumação
Abrindo o caixão, encontraram o corpo intacto, vestido com as insígnias papais tal como foram enterrado 30 anos antes. Sob a firme pele que cobria a face, o contorno do crânio era claramente reconhecível. As cavidades dos olhos pareciam escuras, mas não vazias; estavam cobertas pelas pálpebras muito enrugadas e afundadas. O cabelo era branco e cobria o topo da cabeça completamente. A cruz peitoral e o anel pastoral brilhavam reluzentes. Em seu último testamento, Pio X pediu especialmente que seu corpo não fosse tocado e que o tradicional embalsamento não fosse realizado. Apesar disso, seu corpo estava excelentemente preservado. Nenhuma parte do esqueleto estava descoberta, nenhum osso exposto. Enquanto o corpo estava rígido, os braços, cotovelos e ombros estavam totalmente  flexíveis. As mãos eram belas e magras, e as unhas nos dedos estavam perfeitamente preservadas
Terminado o exame canônico, os restos mortais de Pio X permaneceram na capela do Santo Crucifixo, aberta à veneração dos fiéis, até a manhã de 3 de julho. Depois, foram levadas para outra capela na Basílica Vaticana, a Capela da Apresentação, a primeira à esquerda quando se ingressa na Basílica, onde estão até hoje, abaixo do altar

O processo de beatificação continuou. Alguns consultores da Congregação dos Ritos consideraram que os testemunhos sobre a batalha de Pio X contra o modernismo eram muito numerosos e controversos: eles lançaram detalhadas objeções a esse respeito e solicitaram um estudo suplementar com pesquisa documental. Este trabalho foi realizado pelo Relator Geral, Antonelli, um franciscano, que produziu sua Disquisitio circa quasdam obiectiones modus agendi Servi Dei respicientes in modernismi debellatione una cum summario additionali ex officio compilato, 1950. Esta longa compilação de documentos e comentários (303 páginas) conseguiu o apoio da Congregação e do Papa Pio XII

Beato e Santo
Em 3 de setembro de 1950 [ndr: dia em que, no calendário tradicional, celebra-se a festa de São Pio X], o decreto foi assinado reconhecendo que Pio X praticou heroicamente as virtudes teologais da fé, esperança e caridade e as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Restava apenas para a beatificação o reconhecimento canônico de dois milagres realizados pela intercessão do Papa. Entre centenas de curas registradas pelo Postulador da Causa que não podiam ser atribuídas à medicina, duas foram selecionadas para reconhecimento canônico

                                                                                                                                              Missa de canonização de São Pio X.
Missa de canonização de São Pio X

Uma foi a da freira francesa, Marie-Françoise Deperras, que sofria de um câncer no fêmur esquerdo, e que foi curada de maneira espetacular após a imposição de uma relíquia de Pio X e duas novenas ao Soberano Pontífice. A segunda, de uma outra religiosa, italiana, que sofria com um tumor maligno no abdome. A cura se deu em fevereiro de 1938 após a imposição da relíquia de Pio X e quando seu convento fez uma novena pedido sua intercessão. Após o estudo científico de ambos os casos, conduzido por peritos médicos da Congregação dos Ritos, as curas foram declaradas instantâneas, perfeitas e definitivas. Uma vez que foram decorrentes do recurso à intercessão de Pio X, elas foram declaradas de ordem sobrenatural e, em 11 de fevereiro de 1951, foram reconhecidas por decreto como autênticos milagres. Em 3 de junho de 1951, Pio XII pôde proceder com a solene cerimônia de beatificação de seu predecessor

Finalmente, em 29 de maio de 1954, após o exame de um novo milagre, Pio XII realizou a canonização de Pio X. Em seu discurso, o Papa afirmou:
A santidade, inspiradora e guia de Pio X em todos os seus empreendimentos, brilhou ainda mais fulgurante em suas ações quotidianas. A meta que almejava, unir e restaurar todas as coisas em Cristo, é algo que ele fez se tornar realidade em si mesmo antes de levá-la aos outros”
Saint Pius X, Restorer of the Church – Yves Chiron, Angelus Press, 2002, pp. 303-305

Abaixo , algumas fotos do Gigante São Pio X

 
 Exumação do corpo do Papa São Pio X - Imagem do Túmulo , ano de 1944

 
Corpo do Papa São Pio X , na ocasião da sua beatificação , ano de 1951


 
Foto do Papa São Pio x em seu gabinete



Capela particular de São Pio X



São Pio X em sua sede gestatória 


O majestoso cortejo da urna do Papa São Pio X

 
 Translado do corpo do Papa São Pio X


 
Papa São Pio X em seu leito de morte . Mota se sua expressão serena , que morte gloriosa


 
Novendiales do Papa São Pio X


 
Papa São Pio X em sua sede gestatória 


Papa São Pio X em seu gabinete

terça-feira, 11 de março de 2014

Impressionante testemunho sobre Confissão



Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz!

Para entendermos mais profundamente a Confissão antes da Páscoa, eis aqui uma das muitas e incríveis histórias que o Padre Tim Deeter compartilhou com a Ir. Emmanuel, quando ela esteve nos Estados Unidos:

“Diariamente eu ia visitar os pacientes católicos no hospital que está localizado atrás da minha paróquia. Havia uma mulher que eu sempre incluía na lista e que estava em estado de coma. Mas um dia, minha lista de pacientes era enorme. Assim, quando a li, disse: ‘Oh, tenho que suprimir algumas pessoas. Quem sabe, a mulher que está em coma. Ela não tem necessidade de me ver. De qualquer maneira, não consegue mesmo falar comigo, então vou tirá-la da lista’. Contudo, quando fui visitar todos os outros, senti-me culpado e pensei que seria melhor ir vê-la. Fui até ela e me sentei junto à sua cama. Disse-lhe: ‘Sou o Padre Tim. Hoje é quinta-feira’. Fiquei então sentado ali e disse para mim mesmo: ‘Isso é realmente estúpido. Ela nem sequer pode responder-me, estou perdendo meu tempo. Não vou mais voltar, é melhor tirá-la da minha lista’.

Mas de repente me veio um pensamento que não era meu: ‘Esta mulher precisa da absolvição de seus pecados’. E pensei: “Está certo. Esta mulher não pôde confessar-se, está em coma’. Então me inclinei sobre ela e lhe disse: ‘Qualquer pecado que tenhas cometido e que não tenha sido perdoado, apresente-o agora ao Senhor em tua mente. Entrega teus pecados ao Senhor e depois eu rezarei o Ato de Contrição contigo’. Esperei um pouco e então rezei o Ato de Contrição e lhe dei a absolvição. Enquanto eu me sentava na cadeira, a mulher se ergueu um pouco na cama. Ela não olhou para mim, mas fixou diretamente o Crucifixo que estava na parede. Estendeu os braços e, com um belo sorriso no rosto, disse: ‘Jesus!’. Depois, caiu novamente na cama e morreu. Eu me voltei para olhar e ver se Jesus estava ali. E Ele estava, mas não para que eu o visse. Ele tinha vindo para ela, no sacramento da Penitência, e a mulher se foi com Ele em toda a glória!”

Irmã Emmanuel termina o relato com este conselho para cada um de nós: “Assim, pois, este sacramento é muito importante. Se Deus está te chamando para que te aproximes Dele, não deixes para depois por causa de outras ocupações. Podes não estar vivo no dia seguinte!”.

Querida Gospa, é com o Teu Coração que nós queremos acompanhar Jesus em Sua Paixão e Ressurreição.





quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Testemunho de um leigo que conviveu e trabalhou com Madre Teresa de Calcutá

       Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Um leigo católico, Harun Salman, que conviveu e trabalhou com Madre Teresa de Calcutá, nos dá seu testemunho.

“A Madre não fazia proselitismo; evangelizava”
Filho de uma família altamente cosmopolita, cresci entre Sussex (Inglaterra) e Sringeri (Índia), com eventuais férias no Brasil. Um dia, ouvi alguém dizer que “o santo é a criatura humana plenamente realizada”. Pronto. Decidi ser santo. Minhas primeiras referências foram Swami Chinmayananda, um líder hindu, e Madre Teresa.
Convivi com os dois. Com Swami Chinmayananda, aprendi sânscrito e vedanta. Com Madre Teresa, aprendi a amar Jesus. Estudar com Swamiji (uma forma carinhosa de chamar Swami) foi fácil. Ele e seus discípulos davam aula perto de casa. Porém, trabalhar com Madre Teresa foi bem mais difícil. Ela percorria ambientes perigosos, trabalhava muito e não podia perder tempo catequizando um moleque com pretensões à santidade.
Tive que esperar pela autorização dos meus pais. Finalmente a autorização veio. Era 1979. Eu não tinha mais o cabelo azul da rebeldia. Tinha estudado enfermagem. Falava hindi, sânscrito, tâmil e malayalam. Era o melhor aluno do colégio, campeão de matemática. Parecia um menino ajuizado. Era um bom ator. Meus pais acreditaram. E, aos 15 anos, conheci minha heroína.
Eu era apenas mais um de uma grande turma de estudantes ingleses, uma garotada que queria “fazer a sua parte”. Madre Teresa nos olhou com simpatia e gentileza, mas não sem certa contrariedade. E nos pôs para trabalhar, inicialmente, pequenas tarefas: varrer o dispensário, lavar o chão, cortar vagens.
Aos poucos, os que mostravam resistência iam ganhando mais tarefas. A maioria ia desistindo. Dessa turma inicial, só eu perseverei.
       Madre Teresa chegava para a missa e lá estava eu. Teimoso. Acho que ela começou a achar engraçado. Ganhei mais responsabilidades. Fui autorizado a trabalhar em Nirmal Hriday, um local fundado pela Madre para que as pessoas destituídas (“os mais pobres entre os pobres”) não agonizassem como animais, nas ruas, mas tivessem seus últimos momentos cercadas de amor.
       A Madre não fazia proselitismo; evangelizava. Cada moribundo recebia atenção conforme a sua fé. Chamávamos sacerdotes hindus e pândits quando necessário. Frequentemente, eles não vinham. Por isso, memorizei o “Garuda Purana”, um texto hindu, que fala do pós-morte, com o equivalente hindu de Céu, Inferno e Purgatório. Um senhor que estava no final da vida pediu-me que o recitasse. Recitei. Ele perguntou como eu sabia aquilo. E eu disse que Jesus também ensinava sobre Swarga (o Céu). “Quem é Jesus?”, ele perguntou, querendo evidentemente uma resposta filosófica (hindus são muito introspectivos). Eu respondi: “Jesus é o começo e o fim”. Ele suspirou: “Oh! Eu amo Jesus!”, e morreu.
A maioria estava lá morrendo mesmo. Levantei os olhos para chamar alguém e dei de cara com Madre Teresa. Devo ter feito alguma coisa bem, pois me foram confiadas novas tarefas. Ajudei a separar aqueles que na verdade não estavam morrendo, mas só precisavam de atendimento médico. Não podíamos pagar táxis (dinheiro era sempre um problema), por isso, quando um paciente precisava ser levado para o hospital, eu o carregava. Sou forte, isso nunca foi problema.
       O trabalho, que já era muito, aumentou. Fui autorizado a trabalhar em Shanti Nagar, uma “cidade” fundada por Madre Teresa para abrigar os hansenianos, sempre vítimas de preconceito (leia-se violência). Amei o trabalho! Era exaustivo, mas apaixonante! Faltavam recursos, sobrava amor! Madre Teresa precisava estar em constante movimento, pedindo ajuda para os recursos mais elementares. Nunca sabíamos de onde viria a comida, no dia seguinte. Nem se haveria comida, no dia seguinte. Vivíamos da Providência, literalmente! Por isso, vivíamos em oração.
Sem oração, eu entraria em pane! Aprendia-se a orar na marra! Madre Teresa era absolutamente gentil, com todo mundo. Mas nem um pouco sentimental. Era firme, decidida, prática. Não ficava sorrindo à toa, feito uma pateta, nem vivia de cara amarrada. Gostava de cantar e de que cantassem. Ela gostava muito de me ouvir cantar “À la claire fontaine”, uma canção infantil, e “Teresinha de Jesus”. Traduzi a letra para a Madre, e ela observou que era um ensinamento sobre a Santíssima Trindade (“Acudiram três cavalheiros…”). E é mesmo!
Ela trabalhava mais do que qualquer pessoa que eu conheci. A qualquer momento que alguém olhasse para ela, ela estaria trabalhando, sem sair do estado orante. Eu vi sua saúde declinar, ao longo dos anos. Ficava impaciente quando sua energia física não acompanhava sua incrível energia espiritual.
Quando eu perdi minha família, foi nela que eu encontrei conforto. Quando meus amigos, a mulher que eu amava e toda a sua família foram mortos num terrível massacre, em 1994, foi nela, velhinha e muito doente, que eu encontrei conforto. O que ela disse? Nada. Ela simplesmente estava lá.
Fonte: Blog ocatequista


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

SACERDOTE: “DEPOIS DE SER ESTUPRADA, MINHA MÃE NÃO ABORTOU, PERDOEI E CONFESSEI O MEU PAI”

SACERDOTE: “DEPOIS DE SER ESTUPRADA, MINHA MÃE NÃO ABORTOU, PERDOEI E CONFESSEI O MEU PAI”

REDAÇÃO CENTRAL, 18 Fev. 13 / 01:43 pm (ACI/EWTN Noticias).- "Eu poderia estar em uma lata de lixo, mas me deram a vida", afirma o sacerdote Luis Alfredo León Armijos, de Loja (Equador) quem aos seus 41 anos compartilha sua história. O seu nascimento foi fruto de um estupro quando sua mãe tinha apenas 13 anos. O presbítero também conta como conheceu e perdoou o seu pai a quem confessou e que agora leva uma vida de fé. Em diálogo telefônico com o grupo ACI em 6 de fevereiro, o sacerdote diocesano e pároco da Paróquia São José em Loja, relatou que sua mãe, María Eugenia Armijos Romero, quando ainda era menor, cuidava e limpava uma casa em Loja para ajudar os seus pais e seus sete irmãos: "o dono da casa aproveitando que estava sozinho, abusou dela deixando-a grávida". Apesar do rechaço de sua família que "não queria que o bebê nascesse e por isso batiam na sua barriga e davam-lhe algumas bebidas para que abortasse", María sempre defendeu a vida de seu filho e ao ver-se sozinha e sem apoio "orou e sentiu em seu coração que o Senhor lhe dizia: defende essa criança que está em ti", contou o Pe. León. María fugiu de Loja para a cidade de Cuenca onde sobreviveu por seus próprios meios. No domingo 10 de outubro de 1961 às 10:00 a.m., em um parto cheio de complicações por sua pequena idade e fraca contextura, nasceu Luis Alfredo com alguns problemas respiratórios que o amor de mãe também ajudou a sanar. Depois de um tempo e com a ajuda paterna, María voltou para Loja para começar "uma vida como mãe solteira. Meu pai aceitou reconhecer-me e encarregar-se de mim, mas isso não quer dizer que as coisas estavam bem entre eles", relatou o Pe. León. O presbítero recorda que seu "pai visitava sempre a casa e cumpria suas obrigações para conosco. Eles (seus pais) tiveram mais 3 filhos, e minha relação com ele era distante, mas boa. Eu tinha muito respeito por ele, infundia autoridade, foi muito forte comigo, me levava para trabalhar". Quando o Pe. León tinha 16 anos o convidaram à Renovação Carismática onde "tive meu primeiro encontro com Cristo, aprendi de seu amor maravilhoso", e começou a pregar e dar catequese "em todo lugar que Deus me colocava" como nos ônibus e nas casas de recuperação de menores. Aos 18 anos sentiu o chamado à vocação sacerdotal e ingressou no Seminário de Loja sobrepondo-se à oposição do seu pai. "Ele me dizia: você não pode ser sacerdote porque você deve saber bem quem você é". Com uma permissão especial do Bispo por sua pouca idade, foi ordenado aos 23 anos: "foi toda uma bênção para minha vida", recorda. Dois anos depois ingressou no Caminho Neocatecumenal e sua mãe lhe contou, depois de terminar a relação com seu pai, como foi que veio ao mundo. Isso marcou o ponto de início para um caminho de reconciliação de ambos. O sacerdote ajudou a sua mãe a entender que não podia odiar o seu pai e que Deus a convidava a amar sua própria história. O sacerdote relatou ao grupo ACI que com esta experiência ele compreendeu que sempre tinha pregado aos outros sobre o amor de Cristo em suas vidas e agora entendia que "Deus me permitia ser sacerdote não para julgar, mas para perdoar, para ser instrumento de sua misericórdia, e eu tinha julgado muito o meu pai por tudo". Anos mais tarde recebeu uma ligação do seu pai "ia fazer uma operação e estava com medo, e me disse: quero que me confesse". Depois de 30 anos sem comungar, "meu pai retornou à comunhão, à Eucaristia". "Eu lhe dizia: pai, você merece o céu, uma vida eterna, assim como a Igreja também está me fazendo ver o céu, e nesse momento os olhos do meu pai se encheram de lágrimas". Quando o Pe. León prega para mães gestantes que passam por dificuldades lhes recorda que assim como Jeremias, Deus forma no ventre a vida de um filho, e que não o vejam como "um filho que traz sofrimento, que traz dor, eu lhes digo que um filho traz a salvação, traz bênçãos". "Como Jesus Cristo que foi insultado, açoitado, já desde menino foi causa de cruz e de dor, em seus filhos recebam a bênção de Jesus" adicionou. O presbítero aconselha aos filhos que conheçam bem "a própria história. Aprendam a ver as coisas desde o amor de Deus. Podemos inteirar-nos de nossa história e odiar a própria vida, julgar a Deus como aconteceu comigo, mas descobri que o amor de Deus tinha estado aí me cuidando em toda a vida". "Jovem, se o pai da terra errou e te falhou, Deus Pai nunca nos falhou. Se for filho e mãe solteira deve ver em sua vida como Deus Pai te cuidou", exorta. "Eu poderia estar em uma lata de lixo, mas me deram à vida, eu digo é uma gratuidade, tudo o que tenho, a vida em si mesmo é um dom delicioso que Deus dá", concluiu

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

UMA MENINA CATÓLICA CONVERTE PROTESTANTES COM SUA FÉ NO TERÇO


UMA MENINA CATÓLICA CONVERTE PROTESTANTES COM SUA FÉ NO TERÇO

Seattle, 10 Ago. 2009 / 09:02 am (ACI)

A breve vida de uma menina devota católica em Seattle, Washington, permitiu o retorno à Igreja de muitos católicos e a conversão de pelo menos dez americanos. O testemunho de fé que deu ao lutar contra um doloroso câncer deu numerosos frutos e inclusive permitiu a fundação de uma organização dedicada a apoiar a famílias com membros doentes

Gloria Marie Elizabeth Rose Strauss nasceu em 1996, tinha seis irmãos e levou uma vida completamente normal até cumprir os 7 anos de idade. Era amável, alegre, carinhosa e muito piedosa. Gostava muito da oração do Terço . Em uma entrevista à CatholicNewsAgency.com, seu pai Doug Strauss, recordou que, no ano de 2003, Glória recebeu um acidental golpe de bola no rosto e quando a lesão desapareceu ficou um vulto suspeito

Os médicos lhe diagnosticaram um câncer avançado conhecido como neuroblastoma e lhe deram entre três meses e três anos de vida. Glória foi submetida a uma cirurgia e recebeu tratamentos de quimioterapia

Um colunista do Seattle Times se interessou pela história da família e seu primeiro artigo atraiu a muitos leitores. O caso chegou aos meios de todo o país, unindo milhares de pessoas em uma grande cadeia de oração. Quando a saúde de Glória piorou no ano 2007, a família começou a receber a dezenas de pessoas em sua casa para rezar o Terço e entoar canções religiosas com a menina. Quando aumentou a afluência de pessoas, cinco membros da comunidade abriram seus lares para continuar com as orações

Glória foi submetida a novas sessões de quimioterapia e inclusive tentaram um transplante de células mãe extraídas de sua própria medula. Ante a dor de sua filha, alguns questionaram o seu pai sobre a "qualidade de vida" que levava a menor. [os corvos querendo empurrar a eutanásia aos pais!]

Doug Strauss estava confuso e decidiu perguntar a Glória se ela tinha "qualidade de vida". A menina lhe respondeu: "Sim papai!", e emocionada acrescentou que muitas pessoas estavam começando a rezar por causa da sua enfermidade

"Ela ensinou a todos a maneira de levar uma cruz. Deu-nos como presente seu próprio compromisso em uma relação constante com Deus através da oração. Ela sempre disse, ‘sim’", recorda Doug

O testemunho de Glória atraiu a pessoas de todas as religiões . O câncer seguiu avançando, e a pequena Glória faleceu em 21 de setembro de 2007. Tinha onze anos. Mais de três mil pessoas assistiram a seu funeral, a família começou a receber histórias de como o testemunho de sua filha tinha mudado vidas e tem conhecimento de pelo menos dez pessoas que se converteram ao catolicismo por conhecer a história de Glória

Uma família de luteranos que compartilhou um acampamento com a família Strauss decidiu converter-se ao Catolicismo antes da morte da menina. Glória soube desta conversão e manifestou sua alegria . Com a ajuda de um empresário local, a família Strauss iniciou uma organização em memória de sua filha. Chama-se Glória’s angels e se dedica a assistir a famílias que têm algum membro com uma enfermidade grave

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O testemunho de Sara, que, com a ajuda de Maria, conseguiu reaproximar-se de Jesus.



Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Aquilo que tantos entre nós experimentamos em nossas vidas foi vivenciado por Sara, uma italiana de Lozio: a Mãe de Jesus sempre nos leva a seu Filho.

“Deus, através de Nossa Senhora, me tomou pela mão e me levou em Sua direção. Nestes dias de espiritualidade e de preciosas pérolas de catequese, aqui em Lozio,  na Casa da Sabedoria, em que analisamos a parábola do Pai Misericordioso, eu me senti tanto como o irmão maior quanto como o menor, mas especialmente como este último, que se afastou da casa do pai, mas que depois retorna, no meu caso, primeiro com o arrependimento da cabeça e depois com o do coração.

Na minha vida nunca faltei à Santa Missa e nem à Eucaristia; quando era adolescente, frequentei o oratório e sempre fiz parte do coro da minha paróquia. MAS SER PRATICANTE NÃO QUER DIZER SER CRENTE, como nos disse Dom Carlo Tarantini. E assim, quando se tem uma fé fraca, não nutrida pela Palavra e baseada principalmente sobre o dever, é fácil deixar-se seduzir por aquilo que o mundo nos propõe: algo aparentemente mais fascinante e fácil de alcançar, algo muito sorrateiro. Foi assim que, pouco a pouco, dia após dia, semana após semana, convencida por pessoas em boa fé, me deixei fascinar pelas filosofias orientais inspiradas na new age: a reencarnação, o carma, a crença nos espíritos guias, os tratamentos baseados nas energias, como o reiki ou o shiatsu (que nunca pratiquei, mas que algumas vezes recebi) e meditações de vários tipos. A prática ligada a essas filosofias (ou presumidas como tais) por graça de Deus não duraram muito – cerca de um ano e meio – mas foram suficientes para afastar-me de Deus. 

Eu, apesar de tudo, continuava a ir à Missa e a receber os sacramentos, mas, por exemplo, aquelas poucas vezes em que faltava à missa, cheia dessas ideias, dizia para mim mesma que não era tão importante, no fundo era só uma forma e o Deus, na nova era, pode ser chamado como você quiser: “Deus”, “luz”, “universo”. De acordo com aquelas ideias – mesmo se naturalmente não falem para você nestes termos – você é o seu próprio Deus, tudo começa em você: você é poderoso, você pode curar os outros se  quiser, você pode fazer qualquer coisa. A afirmação do próprio “eu” e a procura do próprio bem-estar psicofísico são o fim de tudo. Naturalmente, tudo isso se faz passar por harmonia cósmica, luz, união energética com o universo. E depois, muitas vezes se colocava na dança Jesus ou algum santo, floresciam altares e imagens de Cristo. Eis o engano. Claro, se me tivessem dito que tudo aquilo era obra do demônio, não teria ouvido uma só palavra que me diziam , mas não  – eis aqui a grande e sutil sedução demoníaca: FAZER PASSAR O MAL POR BEM. Mas não é possível servir a dois senhores. Ou se está com Deus ou se está contra Deus.

Não lhes escondo que muitas vezes senti escrúpulos de consciência e me perguntei se tudo aquilo não era contra Deus. Então pensei Nele. Mandou Sua Mãe para me salvar. De fato, graças a uma série de acontecimentos, de pessoas, de “coincidências” (apesar de sabermos muito bem que as coincidências são o disfarce que Deus usa para chamar a Si os homens) e graças a uma voz dentro de mim que me dizia para ir ao Santuário de Nossa Senhora de Bozzola, tudo mudou. Foi no Santuário que despertei do sono da alma. Ali enxerguei o meu pecado em toda a sua dimensão, ali experimentei toda a amargura possível pelas minhas culpas. Ali me coloquei nas mãos de Deus através de Maria. E quando você se dá a Deus, acontece todo um recomeçar. Deus sabe tirar o bem até mesmo do mal. Pensem: eu traí Deus, dei- Lhe as costas (concordo, sem plena consciência do meu pecado, pensando estar certa), porém, O traí. E Ele, o que faz? Não somente me perdoou, mas me colocou  no colo e me beijou, trouxe a mais bela veste e me revestiu com ela, colocou um anel no meu dedo e calçados nos pés. Matou para mim o bezerro cevado. De fato, dignou-se enviar Nossa Senhora para me chamar, deu-me o privilégio de encontrar o fantástico grupo dos “apóstolos e servos de Maria”, chamou-me sobre o monte, em Lozio, para ver e sentir de perto as belezas do Espírito Santo, e agora me chama para ir a Medjugorje.

Senhor Jesus, meu único e imenso Deus, obrigada por ter-me levado pela mão como uma mãe faz com sua criança e por ter-me feito subir em Tua direção, para as alturas do Teu imenso amor. Obrigada, Senhor Jesus.”
Sara F., Lozio 2011
Fonte: guardacon.me

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Testemunho de Leila : Eu vi Nossa Senhora! - 25/06/2002


Leila, 52 anos, é viúva e mãe de três filhos. Mora no Líbano, na Planície de Bekaa. Quando decidiu vir a Medjugorje, tinha o coração despedaçado pela angústia e pela tristeza. Foi a irmã quem a incentivou a vir. Mas, por causa do peso que a oprimia, veio como um autômato, sem nenhuma convicção. O marido morrera de câncer no fígado, havia quatro anos. Depois de sua morte, ela parou de rezar, não vivia mais. Fugia de todos e fechava-se numa revolta e tristeza aparentemente sem saída. No quarto dia da peregrinação, telefonou à irmã, desesperada: “Não sei o que vim fazer aqui, sinto-me terrivelmente mal. O pior é que aí no Líbano também é terrível, não encontro paz. Melhor seria se tivesse ficado em casa!”. A irmã tratou de encorajá-la, assegurando-lhe que, acompanhada por outros, estava rezando muito para que ela encontrasse a paz. Também oferecia Missas e Vias-Sacras em sua intenção.
Sexta-feira passada, 10 de maio, Leila estava junto à Cruz Azul (ao pé da Colina das Aparições), afastada da multidão que se encontrava reunida na Igreja para o Rosário. Chegou também uma amiga do seu grupo, que propôs rezarem um terço. Leila sentou-se numa pedra e a amiga noutra e rezaram em silêncio, para respeitar a oração de pessoas francesas que haviam chegado. Então Leila, no coração, clamou à Virgem todo o seu sofrimento, dizendo: “Por que me deixastes vir aqui se ainda sofro mais do que no Líbano? Vede que não tenho paz. Peço-Vos, ajudai-me! E se vedes alguma coisa que bloqueia a paz no meu coração, suplico-Vos que ma tireis, porque á já não suporto mais. Abençoai-me, dai-me um sinal! Se me libertardes, prometo rezar um Terço todos os dias da minha vida pela alma do meu marido”. O céu estava muito nublado, tinha chovido. Por volta das 18h30m, Leila levantou os olhos e, surpresa, viu o sol se movimentar e brilhar com uma intensidade jamais vista. No entanto, podia fixar os olhos nele sem os molestar. Parecia que o sol crescia e pulsava, indo e vindo em sua direção, num movimento semelhante ao de um coração que bate. Transformou-se numa hóstia imensa e, depois, a Virgem apareceu, de braços aberto, como para acolher alguém. Estava vestida de branco, resplandecente de luz e, junto dEla, havia uma cruz luminosa. Depois, apareceu Jesus, junto de Nossa Senhora, com a coroa de espinhos. Leila via somente o Seu rosto, ensanguentado. Ele olhava para Leila, que se pôs a chorar, não querendo acreditar no que seus olhos viam. Ficou assim, de olhos fixos nEle durante 20 minutos, sem poder fazer o menor movimento. A amiga ouviu-a dizer em voz alta, várias, vezes, em libanês: “Não partais, fica ainda!”. Por seu lado, outras pessoas presentes, entre as quais alguns franceses, viam o memo, mas sem o rosto de Cristo. Depois deste acontecimento, Leila só conseguia repetir: “Obrigada, meu Deus, pela graça que me destes!”.
Não desejo dar a descrição detalhada do que Leila viu, e menos ainda pronunciar-me sobre esta manifestação particular. Mas, se a árvore se reconhece pelos frutos, todos nós vemos que Leila se tornou outra pessoa. A paz invadiu-a profundamente, a oração voltou a brotar do seu coração e, sobretudo, eu terrível bloqueio em relação ao marido desfez-se. Pela primeira vez, Leila pôde conceder o perdão que nunca tinha dado antes, perdoar os anos de sofrimento conjugal que este falecimento tinha como que encerrado no seu coração, sem possibilidade de sair de lá. Pouco importa o que Leila viu com seus olhos, mas uma coisa é certa: tornou-se leve e sua felicidade é indizível! A paz interior finalmente invadiu-a! nessa mesma noite, telefonou à irmã para lhe dizer, chorando de alegria: “Eu vi Nossa Senhora! Eu vi Jesus!”.
Muitas pessoas, como Leila, ficam encerradas na revolta e na amargura depois da morte de alguém que lhes é próximo, quando não puderam perdoar-se mutuamente durante a vida dessa pessoa. Muitos pensam então que já é tarde demais para fazer as pazes, creem ter perdido definitivamente a oportunidade de se reconciliar com o defunto que agora á não pode falar-lhes. Daqui resultam graves perturbações na alma, de que o maligno se serve facilmente, muitas vezes até levar ao desespero a pessoa que ainda ficou nesta vida. Mas as graças de Deus não são limitadas pelo tempo e pelas circunstâncias! Com Ele, nunca é demasiado tarde, sobretudo para a misericórdia. Como é importante fazer a paz, tanto com o mortos, como com o vivos! Deus concede esta graça de libertação; é preciso desejá-la e pedi-la. Do outro lado, o falecido vê agora as coisas de forma muito diferente. O erro está em fixar a imagem do morto no estado em que estava quando nos deixou, como se a sua morte fosse o seu ponto final. Ora, o que se passa com ele é muito diferente; sua saída deste mundo transformou-o profundamente, mais profundamente que qualquer conversão espetacular o teria feito na terra. Mesmo que ainda sofra no Purgatório, ama agora todos os homens com um amor puro, sem manchas, totalmente insulado por Deus; agora já não pode mais pecar, deseja para os seus o que o próprio Deus deseja: com toda a sua alma, desposa e ama a vontade de Deus. Assim, as más recordações que poderiam persistir no coração dos que ficam, por assim dizer, “caducam”; portanto, é importante que se libertem delas o mais rapidamente possível. Em Medjugorje, encontram-se numerosas pessoas de luto. Eu constato que a Mãe de Deus intervém com poder para consolar Seus filhos. Ela varre as velharias que paralisam tantos corações. Basta pedir-Lhe e abrirmo-nos sinceramente a esta graça de renovação; então a vida se infiltrará nestes corações, como mostra a experiência de Leila (geralmente sem visões nem manifestações extraordinárias!).
Fonte: Irmã Emmanuel - Childrenofmedjugorje

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O TESTEMUNHO DE EX-ATEIA QUE SE CONVERTEU AO CRISTIANISMO APÓS CONHECER O PENSAMENTO DO PAPA BENTO XVI‏

O TESTEMUNHO DE EX-ATEIA  QUE SE CONVERTEU AO CRISTIANISMO APÓS CONHECER O PENSAMENTO DO PAPA BENTO XVI‏
                                                                               

Na última Páscoa, quando eu estava começando a explorar a possibilidade de que deveria haver algo a mais na fé católica, além do que eu tinha acreditado e sido levada a crer, eu li "Cartas a um jovem católico", de George Weigel01. Uma passagem em particular chamou-me a atenção

Falando dos milagres do Novo Testamento e do significado de fé, Weigel escreve: "No jeito católico de ver as coisas, andar sobre as águas é algo totalmente sensato a se fazer. Ficar no barco, atendo-se tenazmente às nossas pequenas comodidades, é loucura."
Nos meses seguintes, aquela vida fora do barco – a vida da fé – começou a fazer bastante sentido para mim, a ponto de eu não poder mais justificar ficar parada. No último fim de semana eu fui batizada e confirmada na Igreja Católica

É claro, isso não deveria acontecer. Fé é algo que a minha geração não considera, mas deixa de lado e ignora. Eu cresci sem nenhuma religião e tinha oito anos quando aconteceu o atentado de 11 de setembro
A religião era irrelevante na minha vida pessoal e, durante meus anos na escola, a religião só proporcionava um fundo de notícias de violência e extremismo. Eu lia avidamente Dawkins, Harris e Hitchens, cujas ideias eram tão parecidas com as minhas que eu empurrava quaisquer dúvidas para o fundo da minha mente. Afinal, qual alternativa havia lá para o ateísmo?
Como uma adolescente, eu percebi que precisava ler além dos meus polemistas favoritos, como começar a pesquisar as ideias dos mais egrégios inimigos da razão, os católicos, a fim de defender com mais propriedade minha visão de mundo. Foi aqui, ironicamente, que os problemas começaram
Eu comecei lendo o discurso do Papa Bento XVI em Ratisbona, ciente de que tinha gerado controvérsia na ocasião e era uma espécie de tentativa – fútil, é claro – de reconciliar fé e razão. Também li o menor livro de sua autoria que pude encontrar, On Conscience02. Eu esperava – e desejava – achar preconceitos e irracionalidade para sustentar meu ateísmo. Ao contrário, fui colocada diante de um Deus que era o Logos; não um ditador sobrenatural esmagador da razão humana, mas o parâmetro de bondade e verdade objetiva que se expressa a Si mesmo e para o qual nossa razão se dirige e no qual ela se completa, uma entidade que não controla nossa moral roboticamente, mas que é a fonte de nossa percepção moral, uma percepção que requer desenvolvimento e formação por meio do exercício consciente do livre-arbítrio

Era uma percepção da fé mais humana, sutil e fiável do que eu esperava. Não me conduziu a uma epifania espiritual dramática, mas animou-me a buscar mais no catolicismo, a reexaminar com um olhar mais crítico alguns dos problemas que tinha com o ateísmo.
Primeiro, moralidade. Para mim, uma moralidade ateísta conduzia a duas áreas igualmente problemáticas: ou era subjetiva a ponto de ser insignificante ou, quando seguida racionalmente, implicava resultados intuitivamente repulsivos, como a postura de Sam Harris sobre a tortura. Mas as mais atraentes teorias que poderiam contornar esses problemas, como a ética das virtudes, geralmente o faziam a partir da existência de Deus. Antes, com minha compreensão caricata de teísmo, eu acharia isso absurdo. Agora, com o discernimento mais profundo que eu tinha começado a desenvolver, eu não tinha tanta certeza.
Depois, metafísica. Eu percebi rapidamente que confiar nos neoateístas para argumentar contra a existência de Deus era um erro: Dawkins, por exemplo, dá um tratamento dissimuladamente superficial a Tomás de Aquino em "Deus, um delírio", abordando apenas o resumo das cinco vias de São Tomás – e distorcendo as provas resumidas, para variar.Informando-me melhor sobre as ideias aristotélico-tomistas, eu as considerei uma explanação bastante válida do mundo natural, contra a qual os filósofos ateístas não tinham conseguido fazer um ataque coerente

O que eu ainda não entendia era como uma teologia que operava em harmonia com a razão humana poderia ser, ao mesmo tempo, nas palavras de Bento XVI, "uma teologia fundamentada na fé bíblica". Eu sempre considerei que a sola scriptura, mesmo com suas evidentes falácias e deficiências, era de certo modo consistente, acreditando nos cristãos que leem a Bíblia. Então eu fiquei surpresa ao descobrir que esta visão poderia ser refutada com veemência tanto pelo ponto de vista católico – lendo a Bíblia através da Igreja e de sua história, à luz da Tradição – como pelo ateu.
Eu procurei por absurdos e inconsistências na fé católica que pudessem descarrilhar minhas ideias da inquietante conclusão à qual eu me dirigia, mas o irritante do catolicismo é sua coerência: uma vez que você aceita a estrutura básica de conceitos, todas as outras coisas se ajustam com uma rapidez incrível. "Os mistérios cristãos são um todo indivisível", escreveu Edith Stein em "A ciência da cruz"03. "Se entramos em um, somos levados a todos os outros". A beleza e autenticidade até das mais aparentemente difíceis partes do catolicismo, como a moral sexual, se tornaram claras quando não eram mais vistas como uma lista descontextualizada de proibições, mas como componentes essenciais no corpo complexo do ensinamento da Igreja

Havia um último problema, porém: minha falta de familiaridade com a fé como algo vivido. Para mim, toda a prática e a língua da religião – oração, hinos, Missa – eram algo totalmente estranho, em direção ao qual eu relutava em dar o primeiro passo
Minhas amizades com católicos praticantes finalmente convenceram-me que eu tinha que fazer uma decisão. Fé, no fim das contas, não é meramente um exercício intelectual, um assentimento a certas proposições; é um radical ato da vontade, que engendra uma mudança total da pessoa. Os livros levaram-me a ver o catolicismo como uma conjectura plausível, mas o catolicismo como uma verdade viva eu só entendi observando aqueles que já serviam a Igreja por meio da vida da graça
Eu cresci numa cultura que tem amplamente virado as costas para a fé. Por isso eu era capaz de levar minha vida adiante com meu ateísmo mal concebido e incontestado, e isso explica pelo menos parcialmente a grande extensão de apoio popular que têm os neoateístas: para cada ateu ponderado e bem informado, existirão outros com nenhuma experiência pessoal de religião e nenhum interesse em argumentar simplesmente indo na onda da maré cultural

Enquanto a popularidade do ateísmo beligerante e reacionário diminui, cristãos sérios capazes de explicar e defender sua fé serão uma presença crescentemente vital na esfera pública. Eu espero que eu seja um pequeno exemplo da força de atração que o catolicismo ainda carrega em uma época que lhe parece às vezes irascivelmente oposta
Por Megan Hodder, 24 de maio de 2013
Fonte: The Catholic Herald


quarta-feira, 5 de junho de 2013

A benção especial e materna da Gospa, Maria, Rainha da Paz



Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Com seu jeito tão peculiar, a irmã Emmanuel nos lembra que podemos transmitir a bênção especial e materna de Nossa Senhora até mesmo às ovelhinhas e aos outros animais. Mas, antes de lermos seu texto, gostaria de recordar, especialmente aos que porventura nunca tenham ouvido falar desta bênção tão preciosa, que em muitas ocasiões, principalmente em dias de festa, a Rainha da Paz concede esta bênção a qual deve ser transmitida, em Seu nome, às outras pessoas. Durante uma aparição à Marija, em 29/11/88, Nossa Senhora disse: “Abençoem (com a bênção especial) até mesmo aqueles que não têm fé. Vocês podem transmitir-lhes a bênção do coração e ajudá-los em sua conversão”.
Naquele mesmo dia, Nossa Senhora falou especificamente sobre o que Ela desejava com esta bênção especial. Segundo o relato da vidente Marija:
1. Esta é uma bênção que tem o poder de converter e de ajudar as pessoas;
2. Ela pode ser transmitida a fieis e incrédulos, para ajudar a se converterem ou progredirem em sua conversão;
3. Uma vez recebida de Nossa Senhora, ela permanece por toda a vida;
4. Você não precisa estar na presença de quem vai ser abençoado;
5. A bênção é tão poderosa quanto a fé que você possui nela e na oração que você oferece. Quanto mais você rezar com o coração, mais forte será ela;
6. Se alguém receber a Bênção de Nossa Senhora e abençoar outra pessoa com ela, essa outra pessoa a recebe no mesmo grau de quem a recebeu de Nossa Senhora. Esta segunda pessoa pode assim concedê-la a uma terceira, etc. Todos os que assim a receberem estarão recebendo o dom de abençoar os outros, como se o estivessem recebendo diretamente de Nossa Senhora. Essa bênção os acompanhará por toda a vida.
7. Para recebê-la diretamente de Nossa Senhora, você deve estar no local da aparição.
8. Para abençoar alguém, seria bom fazer uma prece espontânea. Você poderá dizer: “Transmito a você a bênção especial de Nossa Senhora”.
Nota: Ao transmitir esta bênção a uma pessoa que não tem fé, você deverá fazê-lo em silêncio, na presença da pessoa ou à distância. Você poderá repetir esta bênção diariamente, a fim de ajudar na conversão desta pessoa.



Passemos agora ao relato de Irmã Emmanuel:

AS CRIATURAS DE TETKA

“Tetka iniciou-se no ofício de pastora aos sete anos de idade e nunca mais parou. Ela pertence àquela raça nobre e sólida que a Gospa escolheu em Medjugorje, de uma fé que nada perturba, porque Deus é Deus. Seu coração vibra constantemente em uníssono com a natureza e com o Criador. Conhece cada uma de suas quarenta ovelhas pelo nome, assim como conhece cada pedra, cada moita, cada recanto do vale de Medjugorje. Vocês poderão encontrá-la ainda hoje, fiando a lã ao ritmo do rosário e guardando seu rebanho com olhar vigilante. Toda tarde, quando chega a hora da missa, ela se arruma e vai à igreja, tomando as veredas cheias de pedregulho que serpenteiam entre as lavouras. Nada a detém, nem o vento gelado de inverno, nem o forte calor de julho, pois seu verdadeiro teto é o céu e sua verdadeira segurança está em caminhar com Deus.
Sua companhia é um regalo para mim e só o fato de ver seu rosto luminoso seria suficiente para entender por que a Gospa escolheu esta aldeia. Nenhuma teologia, nenhuma sutileza de linguagem, nenhum conhecimento teórico, mas séculos de humilde escuta dos murmúrios de Deus no coração. Pois, para este povo que regou com suas lágrimas e seu sangue os vales da Herzegovina, Deus é o único grande amigo, o amigo seguro, o Deus cujo Credo resistiu à doutrina de Maomé e à de Marx. A seu lado aprendo mais sobre Deus que nos mosteiros, porque tudo se torna simples e límpido.
Ela mora com seus sobrinhos Petar, Vesna e Mladen, que são meus grandes amigos. Um dia, Petar me disse:
– Irmã, há várias ovelhas doentes, elas vão morrer e receamos que o rebanho inteiro esteja contaminado...
Contristada com a notícia, ia dizer algumas palavras banais para mostrar-lhe minha aflição quando, de repente, uma luz fulgurante atravessou minha pobre mente. Lembrei-me de uma mensagem da Gospa, na qual Ela nos pedia que ‘transmitíssemos a sua bênção especial e materna a todas as criaturas’ (25/12/88). Muitas vezes eu me havia questionado sobre o que Ela entendia por ‘todas as criaturas’. Será que incluía também os animais?
Para essa família, perder um rebanho inteiro era uma catástrofe e não havia tempo para que eu ficasse cozinhando grandes análises exegéticas... Era necessário passar rapidamente à ação.
– Petar – exclamei para provocá-lo –, a solução do seu problema, mais uma vez, está com a Gospa, na mensagem sobre a ‘bênção especial e materna’...
Petar olhou para mim surpreso. Eu sabia... Ele não conhecia essa mensagem! Seria uma pena perder a oportunidade de brincar um pouco com ele, então exclamei como se estivesse chocada:
– Como? Você, um croata nascido em Medjugorje, não conhece essa mensagem? Tem de vir uma estrangeira para dizer o que a sua Gospa diz a vocês, na sua língua, na sua aldeia?
Compreendi, pelo sorriso que ele deu, que eu tinha acertado na mosca e que nnca mais ele esqueceria a famosa mensagem que eu ia lhe revelar:
– Ela disse: ‘...Hoje, eu lhes dou a minha bênção especial. Levem-na a toda criatura, para que receba a paz. Obrigada por terem respondido ao meu chamado’. E quando Ela diz ‘criaturas’, ela inclui também os animais. O que significa que você vai para o seu rebanho e que vai rezar para que ele receba a bênção da Virgem...
Petar continuava muito surpreso. Eu já sabia, isso não fazia parte de seus costumes e não se muda os costumes de um camponês da Herzegovina de uma hora para a outra.
– Irmã, prefiro que você faça isso. É uma irmã e com você deve funcionar melhor!
Tudo bem! Prometi que voltaria à tarde com meus irmãos e minhas irmãs. Na hora marcada, Tetka trouxe seus animais e os seis estrangeiros se puseram a rezar. Era a primeira vez que tinha diante de mim, para a oração, umas coisinhas de lã em vez de seres humanos, mas senti a alegria do Criador no meio de nós e tudo aconteceu com uma simplicidade de criança. Expliquei a Petar que a Gospa não havia indicado fórmulas nem gestos específicos para essa bênção e que, portanto, podia-se rezar com o coração do jeito que se quisesse.
Deve-se reconhecer que as ovelhas sararam todas bem depressa e que o rebanho não mais foi atingido pela doença nestes últimos anos. É provável que Petar e Tetka tenham continuado, em segredo – pois eles têm muito pudor com essas coisas –, a transmitir a seus animais a bênção da Rainha do Universo.


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DR. FERNANDO TADEU
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