Mostrando postagens com marcador Pe. Slavko Barbaric. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pe. Slavko Barbaric. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

“Celebrem a Missa com o coração”



Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! O Pe. Slavko declarou que, entre as muitas experiências que pôde viver em Medjugorje, havia descoberto uma “inexaurível inspiração espiritual na celebração eucarística”. Ele percebeu que “precisava” preparar-se para este momento com a oração e a reflexão e constatou o “perigo a que se expõem muitos padres, leigos, leigas e fiéis quando vão à Missa sem preparação e a terminam sem ação de graças. Eles podem errar completamente o encontro com Cristo, transformando a Missa num dever a ser cumprido”.

Foi com essa preocupação que o Pe. Slavko escreveu um livro precioso: “Celebrem a Missa com o coração”, do qual veremos alguns trechos.

“Madre Teresa de Calcutá disse uma vez: A Cruz simboliza o amor que Jesus nos teve; a Eucaristia, o amor que Jesus nos tem.

Maria, a Mãe de Cristo, é a Mãe da Eucaristia. Ela nos convida a vivermos a vida eucarística, a procedermos de tal maneira que a Missa se transforme em vida e a vida em Missa. Nossa Senhora deseja nos ensinar a crescermos incessantemente num amor aberto ao sacrifício, bebendo da fonte inesgotável do Amor eucarístico divino. Eucaristia, com efeito, significa prontidão em aceitar o dom de Deus e a doá-lo novamente.

O convite de Maria é claríssimo: quando rezam, façam-no com o coração! E ao se dirigirem à Missa, participem de coração. Fazer alguma coisa com o coração ou de coração significa simplesmente fazê-la com amor, com dedicação, dignidade e recolhimento.

Parece-me importante sublinhar que rezar ou celebrar com o coração não significa “ter sempre a mesma disposição”. Se, por exemplo, uma mãe passa a noite velando junto ao filho doente, é claro que o faz por amor. Nem por isso deixa de experimentar dificuldades, preocupações, cansaço. Mas é justamente em tais circunstâncias, quando surgem dificuldades para continuar agindo com amor, que o amor se prova. Quando, ao contrário, o amor precisa de apoio dos sentimentos, nem mereceria ser definido como tal. Muitos abandonaram a oração e a Missa porque encontraram obstáculos e, ao invés de superá-los, como normalmente se faz na vida, simplesmente as puseram de lado.

No momento da Missa, Deus nos fala pelas leituras da Bíblia, Cristo se sacrifica por nós no altar, se faz presente no pão e desta maneira se oferece a nós na Eucaristia, que se transforma assim num misterioso encontro da alma e do coração com o Deus invisível.

A preparação à visita de Cristo deve efetuar-se na oração, na leitura da Bíblia, nas boas ações feitas conscientemente e num trabalho realizado com convicção, segundo a possibilidade que Deus nos deu de colaborar com Ele. Se esta consciência vier a faltar e se o fiel não vive neste estado, mas trabalha, corre e passa toda a semana no sufoco, solicitado por todos os lados, sem tempo para rezar e ler a Palavra de Deus, então o encontro dominical desse homem se transformará numa desilusão. Por mais boa vontade que tenha, não conseguirá viver o encontro com o Deus vivo, nem ouvir sua palavra, nem reconhecer-lhe a vontade. Continuará insensível diante da celebração da Missa e estranho ao desenrolar dos acontecimentos. Isso explica por que muitos fiéis vão regularmente à Missa, durante a vida toda, sem nada mudarem em seu dia a dia.

Todo o nosso dia ou a nossa semana deveria ser uma consciente preparação ao encontro vital com Cristo na Missa, ao encontro com Aquele que deseja colaborar conosco e tornar-nos prontos a colaborar com ele. Todos os nossos sucessos ou insucessos, as nossas alegrias ou tristezas, os nossos erros ou pecados, tornam-se assim, em certo sentido, uma preparação ao encontro com Cristo, quando a pessoa procura esse encontro nas profundezas de sua alma.

Em Medjugorje, a verdadeira preparação se faz antes de cada Missa vespertina. Recita-se o rosário, invoca-se e suplica-se o Espírito Santo e cantam-se as ladainhas de Nossa Senhora. Ela deseja uma preparação. Esses preparativos duram uma hora. Mas, mesmo no caso de não se poder chegar tanto tempo antes na igreja, a preparação nunca deveria faltar. Enquanto se dirige o carro ou se caminha, sozinho ou em companhia de familiares e amigos, pode-se ir preparando o encontro litúrgico. De que maneira? Cessando as conversas e começando a rezar. As intenções individuais e as graças que vamos pedir devem ser: o amor a Jesus, a fé na presença eucarística, o amor à sua palavra e a oração pedindo as luzes do Espírito Santo para nós, para todos os que vão à Missa e para o padre ou os padres que vão celebrá-la. Também seria bom rezar para sermos iluminados interiormente, para reconhecermos quais as dificuldades e obstáculos que atrapalham o nosso encontro com Deus. Outra intenção seria a cura das feridas que permanecem em nossa alma por causa do pecado individual, do pecado dos outros em relação a nós e do nosso em relação aos outros.

A alma e o coração devem estar prontos, sentir esta Presença que se manifesta de maneira simples no pão e no vinho, e ouvir o “silêncio divino” com o qual Deus deseja falar-nos e curar-nos. Trata-se de um encontro com o Deus vivo, por meio de Jesus Cristo.

Fonte: “Celebrem a Missa com o coração”, do Padre Slavko Barbaric

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Por que será que existem segredos em Medjugorje?




    
Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Por que será que existem segredos nas aparições de Nossa Senhora, em Medjugorje? Padre Slavko, que, por vários anos, foi o diretor espiritual dos videntes, nos responde:

Falei com teólogos e com muitos especialistas em aparições, mas pessoalmente não encontrei nenhuma explicação teológica sobre a razão de existirem segredos. Certa vez, alguém disse que talvez Nossa Senhora queira dizer-nos que não sabemos tudo, que devemos ser humildes.

Muitas vezes me perguntei a mim mesmo: De que me serve saber que Nossa Senhora disse alguma coisa aos videntes em Medjugorje que eu não conheço? Para mim e para nós, a coisa mais importante é saber aquilo que já sei de tudo aquilo que Ela disse! Para mim, a coisa mais importante é que Nossa Senhora disse: “Deus conosco! Rezem, convertam-se, Deus lhes dará a paz”!

Só Deus sabe como será o fim do mundo e nós, homens, não devemos preocupar-nos ou criar problemas para nós. Há pessoas que, mal ouvem falar de aparições, pensam logo em catástrofes. Mas isso seria o mesmo que dizer que Maria é alguém que só anuncia catástrofes! Esta é uma interpretação equivocada, uma compreensão errada. A mãe Maria vem aos Seus filhos quando sabe que isso é necessário para eles.

Pedagogia materna

Através dos segredos, percebi que em muitos surge uma certa curiosidade, que os ajuda a acolher o caminho de Maria, e então acabam esquecendo dos segredos. A estrada a seguir é a única coisa importante. Qualquer mãe poderia, por exemplo, dizer ao seu filho: se você se comportar bem durante a semana, terá uma surpresa no domingo.

          Toda criança é curiosa e gostaria de saber logo qual a surpresa da mamãe. Mas a mãe quer, antes de mais nada, que o filho seja bom e obediente e, por isso, lhe dá um certo intervalo de tempo, após o qual o recompensará. Se o filho não se comportar, então não haverá nenhuma surpresa e o menino talvez diga que a mãe mentiu. Mas a mãe só queria indicar um caminho e quem espera apenas pela surpresa, mas não aceita o caminho, não poderá jamais entender que era tudo verdade.

       Em relação aos segredos que Nossa Senhora confiou aos videntes de Medjugorje, pode acontecer que estes não conheçam cem por cento do seu conteúdo. Na Bíblia, o profeta Ezequiel fala de um grande banquete que Deus prepara para todo o povo de Sião: todos virão e poderão comer sem pagar. Se alguém tivesse tido a oportunidade de perguntar ao profeta Ezequiel se se tratava daquele Sião que conheceram, certamente ele teria dito que sim. Mas Sião é ainda hoje um deserto. A profecia estava correta, mas sabemos que ali não existe nenhum banquete, e que Jesus no Tabernáculo é este novo Sião. A Eucaristia em todo o mundo é o Sião aonde os homens vêm para participar do banquete que Deus preparou para todos nós.

        Em relação aos segredos, é sem dúvida melhor não querer adivinhar alguma coisa, porque ninguém consegue nada. É preferível rezar um rosário a mais do que falar dos segredos. Todos os dias existem catástrofes, inundações, terremotos, guerras, mas, na medida em que não estou pessoalmente envolvido, o problema não é uma catástrofe para mim. Só quando acontece uma catástrofe a mim pessoalmente é que então digo: mas o que está acontecendo comigo?

      Esperar que algo aconteça ou que eu esteja pronto equivale à pergunta que o estudante frequentemente se faz: Quando será o exame, em que dia? Quando será a minha vez? O professor estará de bom humor?

       É como se o estudante não estudasse e não se preparasse para o exame, embora ele estivesse iminente, mas se concentrasse sempre e apenas sobre os “segredos” desconhecidos para ele. Portanto, também nós devemos fazer aquilo que podemos e os segredos não serão um problema para nós.



quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Reflexões sobre o ritmo nas aparições da Gospa




       Nossa Senhora é fiel às promessas feitas aos videntes. Ela disse que apareceria a eles até o fim de suas vida. Ela não está aparecendo mais a todos eles todos os dias, mas a alguns todos os dias e aos outros uma vez por ano. Obviamente Nossa Senhora quer permanecer em contato direto e isso já é um grande presente para os videntes e também para todos nós.
 
       Com as aparições, pode-se descobrir o que significa “Emanuel, Deus conosco”. E também Maria, como Mãe do Emanuel e nossa Mãe, está sempre presente entre nós. Alguns dos que se perguntam o porquê das aparições diárias, declaram, por outro lado, que Deus está sempre conosco e que Nossa Senhora nos acompanha sempre. Porém, quando em Medjugorje começaram as aparições diárias, eles disseram que isso era impossível!
 
       Não sabemos o que acontecerá quando as aparições diárias terminarem também para Marija, Vicka e Ivan e quando eles terão as aparições anuais. Mas já agora as aparições anuais são bem distribuídas por todo o ano, o que nos leva a nos lembrarmos sempre da mãe Maria: em março há a aparição anual a Mirjana, em junho, a Ivanka (no dia do aniversário das aparições) e, no Natal, a Jakov.
 
       Quando as aparições diárias terminarem também para os outros três videntes, presumo que Nossa Senhora aparecerá aproximadamente a cada dois meses. Isso será muito bonito porque assim, mesmo depois do fim das aparições diárias, Nossa Senhora estará muitas vezes conosco.
 
     Desta forma, Nossa Senhora permanece em contato conosco e tudo caminha na mesma direção. No início, Ela nos dava as mensagens em intervalos muito pequenos; depois, a partir de 1º de março de 1984, a cada quinta-feira. Em seguida, o ritmo mudou e, de 1º de janeiro de 1987 até hoje, Ela dá as mensagens todos os dias 25 de cada mês. Quando as aparições diárias de Mirjana, Ivanka e Jakov terminaram, teve início uma nova estrutura, uma nova escola e um novo ritmo. Devemos reconhecê-lo e aceitá-lo como tal. 
                                                                                   Padre Slavko Barbaric
             

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sejam como Maria, vestidos de sol! - Pe. Slavko




Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Estamos vivendo uma semana especialmente mariana. No domingo tivemos a solenidade da Assunção de Maria e nesta quarta-feira celebramos nossa Mãe como Rainha. Ela é a Rainha do céu e da terra, a Rainha da Igreja, a Rainha dos nossos corações, a Rainha da Paz. Acompanhemos este pequeno trecho de uma homilia do Pe. Slavko, em que ele nos explica no que consiste consagrar-nos a esta Mulher vestida de sol, que pisa sobre a lua e leva na cabeça uma coroa de doze estrelas. Entreguemo-nos de corpo, mente e espírito a Esta que, sendo Mãe de Deus, é também a mais terna das mães para cada um de nós.

Durante a homilia da Missa da Assunção, P. Slavko anunciou que durante a novena havia sido rodado um filme intitulado: “Crianças vestidas de sol”. Era visível a sua emoção. O título – acrescentou – seja o seu plano de vida.

“No batismo recebemos esta veste de sol. Maria deixou-Se guiar e tornou-Se radiante deste sol. Deus tem um plano para transformar-nos a todos em sol. Esta é a esperança que pode mover-nos em frente. Não nos cansemos conosco mesmos, nem com os outros. O plano de Deus é muito lindo. Eu não posso dizer ‘eu não quero’, porque então estaria julgando a mim mesmo e ao plano de Deus e me auto-excluindo. Hoje vamos consagrar-nos a Nossa Senhora, a mulher vestida de sol. Maria não ficou vivendo a sua felicidade sozinha. Nós A vemos na luta contra o mal... Todos deveriam ser como Nossa Senhora na luta contra satanás: tomar e proteger o próprio filho, para que ele não seja devorado pelas forças negativas. Deveríamos educar-nos a proteger os nossos irmãos.

Consagrar-se é decidir-se a viver com uma Pessoa que já é santa. O pecado nos separa uns dos outros, e a consagração nos une. Consagrando-me, deixo a solidão criada pelo pecado e começo uma nova vida. Deus quer curar-nos, vestir-nos, unir-nos a Maria para que andemos em frente como crianças vestidas de sol, capazes de realizar o projeto na própria vida, na própria família, na comunidade.”

Seguiu-se uma bela oração na qual, em nome dos jovens, pediu a vitória sobre o mal neles e ao redor deles: “Te apresento a minha realidade, as minhas feridas, os meus problemas e também as feridas do mundo inteiro. Eu me apresento a mim mesmo e me consagro a Ti e decido caminhar em direção à santidade contigo, para que o meu sol ilumine todos os Teus filhos.”

terça-feira, 7 de agosto de 2012

JEJUM: UM CAMINHO PARA A PAZ

Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Nem todos gostam de ouvir falar em jejum e muitos têm dificuldade em praticá-lo. Penso que, depois de lermos o que o Pe. Slavko nos diz sobre o assunto, teremos mais facilidade em realizar este desejo de nossa Mãe. 


JEJUM: UM CAMINHO PARA A PAZ 
No dia 14 agosto de 1984, Nossa Senhora deu a seguinte mensagem: “Eu quero que as pessoas rezem comigo nestes dias e que rezem o mais possível! E que também jejuem na quarta e na sexta-feira; que recitem o Rosário todos os dias: os mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos...”. 

Não se trata de dias em que se deva morrer de fome, mas de um convite para viver dois dias só de pão. O pão é sempre um símbolo de vida. Também a água é um símbolo, o da purificação. Acredito que Nossa Senhora deseja que nós, usando essas duas coisas, redescubramos a vida, purificando-a também. 
Jejuar a pão e água seria o ideal. Mas o que deve fazer quem pensa que não vai conseguir, embora querendo seguir Nossa Senhora? Acredito que nestes dois dias de jejum, o pão deva ser o alimento principal, mas que frutas, chá ou café sejam legítimos, se não for possível satisfazer completamente o desejo de Nossa Senhora. 

Jesus também falou do jejum e Ele mesmo jejuou. Os apóstolos também jejuaram, e certamente Nossa Senhora. Ela, enquanto filha do povo de Israel, ainda antes de se tornar a Mãe de Jesus jejuava duas vezes por semana. nas segundas e quintas-feiras. A seguir, a Igreja continuou jejuando duas vezes por semana, nas quartas e sextas-feiras. Assim, pode-se supor que Nossa Senhora, como uma boa cristã, jejuasse nestes dois dias. 

Todos sabem o motivo pelo qual devemos jejuar na sexta-feira. Neste dia da semana os cristãos desejam recordar, de uma forma particular, a paixão e morte de Jesus. Mas por que jejuamos nas quartas-feiras? De acordo com a tradição eclesiástica, na quarta-feira da Semana Santa, Judas foi ter com os fariseus por combinar com eles quando e por quanto dinheiro iria trair Jesus. 

Hoje a Igreja reduziu a obrigação do jejum a duas vezes por ano, na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa. Mas Nossa Senhora sabe que a Igreja não proibiu o jejum, por isso nos convida a praticá-lo. Deve-se, porém, observar que se trata de um convite, e não de uma regra! 

POR QUE JEJUAR? 
Podemos encontrar três motivações profundas para o jejum, que representam, ao mesmo tempo, a chave para a paz. Essas razões são, respectivamente, a nível físico, psicológico e espiritual.

Em primeiro lugar, a nível físico: Antes de começar a falar com as pessoas de jejum, eu discuti o assunto com vários médicos. Todos disseram que o jejum faz bem. Quando, de acordo com os padrões ocidentais, se come normalmente, ingere-se cerca de um terço a mais do que o necessário. Esta parte, da qual nosso corpo não precisa, torna-se um peso para o nosso organismo e inclusive o coração pode perder o seu ritmo. Também podem ser enfraquecidas as defesas do nosso corpo contra doenças, e assim por diante. Comer demais prejudica o nosso organismo de várias maneiras. Os médicos declararam que os dias de jejum são também dias de purificação do nosso organismo. Notei que muitas pessoas têm medo de jejum. Pelo contrário, deveríamos ter mais medo de comer, porque isso representa o maior perigo para o organismo. Trata-se, porém, apenas de um convite ao jejum, e assim ficamos sempre livres para escolher.

Em segundo lugar, a nível psicológico: No mundo ocidental, as pessoas não têm só o que precisam, mas ainda mais. Com este excesso, corremos o risco de sufocar as nossas almas e a nossa vida psíquica. Sufocando a nossa vida espiritual, nos tornamos cegos e gananciosos a respeito daquilo que temos, porque temos a sensação de precisar de um número cada vez maior de coisas. Não vendo o que temos, e sempre querendo mais, surgem conflitos na nossa alma: não enxergamos mais o essencial, mas só o que nós não temos. Quando se vive assim, se perde a força do Espírito. 

O que é esta força do Espírito? Por exemplo, não se desesperar imediatamente se você encontrar em situações difíceis. Há jovens que caem em depressão ou até mesmo cometem suicídio por não ter passado num exame. Muitos começam, por exemplo, a usar drogas porque não têm a força psíquica para resistir à tentação das drogas. Ou então o divórcio: ninguém se casa com alguém que não ama. Mas há muitos divórcios. Por quê? Talvez, em algum momento, não se consiga suportar o próprio parceiro. Não se tem a força de ficar ao seu lado e perdoá-lo: assim, a família é destruída. 

Em outras palavras, se temos tudo, (ou, ainda pior, em excesso), não aprendemos o que é realmente importante para nossas vidas: a esperar, a ser pacientes com os outros e com as coisas materiais. Isto é muito perigoso, especialmente para os jovens que estão acostumados a ter imediatamente tudo que querem. A única coisa que precisam fazer em casa para conseguir algo para comer e beber é colocar um eletrodoméstico em funcionamento. Corremos assim o risco de não sermos capazes de viver com coisas sem tocá-las. Deste modo, facilmente nos tornamos egoístas: “Eu preciso de tudo. Sou proprietário”. Quando depois eles encontram dificuldades na vida, na família, no trabalho, não têm força para superá-las. 

O que então o jejum quer-nos ensinar? A viver dois dias, com todas as coisas que temos, sem tocá-las. E a dizer, na quinta-feira de manhã: “Olha, estou vivo”. E a dizer também no sábado: “Ontem eu não comi nada, nem chocolate nem biscoitos, mas ainda estou vivo”. Não é fácil viver com as coisas e não tocá-las. Mas aqueles que começam a jejuar começam a aprender esse comportamento. Desenvolve-se assim uma nova força para superar as dificuldades e lidar com os problemas. Esta é a força do Espírito! Não queiramos ter tudo. 

Uma moça que tinha começado a jejuar me disse: “Toda vez que eu volto de Medjugorje, sinto vergonha de mim mesma quando abro o meu armário, porque vejo muitas coisas das quais eu absolutamente não preciso. Um vestido, principalmente, provocou uma guerra em minha casa com meu pai e minha mãe. Eu o desejava, embora eles tivessem dito que não tinham dinheiro suficiente para comprá-lo. Mas não havia nada a fazer, eu o queria e o obtive. E agora descobri que o usei talvez duas ou três vezes e depois o coloquei de lado. Percebi que não precisava mais dele. Senti vergonha e pedi desculpas aos meus pais”. 

E quanto às crianças? Elas certamente não podem viver só de pão por dois dias. Mas sabemos que muitas crianças comem muitos doces. Se os pais começarem a jejuar, poderão dizer a seus filhos: “Olha, na quarta-feira e na sexta-feira você não vai ter essas coisas supérfluas”. Os pais devem ser os primeiros a começar o jejum, e depois certamente as crianças os seguirão. 

A este nível, aprendemos a compartilhar com os outros. Vejam, existem muitas pessoas no mundo que ficariam felizes de viver apenas com aquilo que nós comemos no nosso jejum. Podemos escolher o pão, mas essas pessoas morrem se não têm este pedacinho de pão. O que podemos fazer neste momento, se sabemos que o nosso irmão ou a nossa irmã na África estão agora morrendo de fome? Nós não poderemos fazer tudo, mas certamente muito. Pode-se muito bem desenvolver a paz tendo olhos para os outros, ajudando-os e aprendendo a compartilhar com eles. 

Em terceiro lugar, a nível espiritual: Quando você jejua, você reza melhor. Há um provérbio latino que diz: “Um estômago cheio não estuda de boa vontade”. Podemos corrigir este provérbio, sem com isso ofender os latinistas, dizendo: “Um estômago cheio não reza nem mesmo com boa vontade”. Quando jejuamos, penetramos mais facilmente no fundo do nosso coração, da oração. Com efeito, ficamos menos distraídos nos dias de jejum. Se queremos rezar melhor, devemos começar a jejuar. 

Se jejuamos rezando, esta oração ajuda o jejum. E com o jejum aumenta o nosso anseio por Deus. Se vivemos de pão, descobriremos também o Pão Eucarístico e crescerá o nosso amor por Jesus no Santíssimo Sacramento. Nós poderíamos falar longamente sobre o nível espiritual do jejum. Compreende-se isso quando se começa a jejuar. Quando jejuamos, também nosso espírito se abre para o Senhor porque vemos que não vivemos só de pão, como disse Jesus, mas também da palavra que penetra no coração aberto e que é capaz de amar. 
P.Slavko Barbaric

terça-feira, 17 de abril de 2012

Continuem a crescer na paz, na reconciliação, no amor - Pe. Slavko


“O que Nossa Senhora quer de nós? A primeira mensagem é Sua presença. Perguntei a Ivanka: ‘O que devo dizer aos peregrinos? Devo falar de medo ou de esperança?’. ‘De esperança, porque Nossa Senhora não veio para condenar-nos, mas para salvar-nos’.

Nossa Senhora está presente aqui e, devido à Sua presença, pode-se explicar tudo que há tanto tempo acontece aqui. É algo muito estranho, mas para nós tornou-se uma coisa normal, quotidiana.

Nossa Senhora pede paz, conversão, fé, oração, jejum, como diretivas para nossa vida, e concretamente pede diariamente o Creio, sete Pai-nossos, o Rosário completo, a leitura da Bíblia, o jejum duas vezes por semana e a confissão mensal. Estas são as coisas concretas que Nossa Senhora pede de nós. Ela pede, naturalmente, que rezemos com o coração, que demos tempo à oração, que nos tornemos ativos na oração, que a nossa Missa se torne uma experiência viva de Deus. Mas em tudo isso, Nossa Senhora nos pede que, na oração, nós nos abramos ao convite do Senhor, a este convite à paz, à reconciliação: Ela quer salvar-nos.

Nestes dias, quero fazer aceno a uma coisa: a paz. Todos os dias Nossa Senhora reza com os videntes pela paz e todos nós somos convidados à paz.

Os videntes dizem: ‘paz, reconciliação’, e só repetem as palavras que Nossa Senhora lhes pede que nos transmitam. E eu creio poder dizer, pela minha experiência aqui em Medjugorje, que muitos corações, se não todos, que aqui vieram e começaram a rezar e a jejuar, sentiram este convite à paz. Somente o Céu e ninguém mais neste mundo pode dizer a palavra de paz, convidar-nos à paz, a um nível em que possamos crer que a paz seja possível. A julgar pelo que está acontecendo conosco, eu acho que posso dizer que a linha espiritual, a linha de fé, aceitou as mensagens, porque é uma mensagem do Evangelho, e aceitou também a prática. Pelo que podemos ver, esta mensagem se difunde em todo o mundo e Nossa Senhora já alcançou muitos também de outras igrejas, anglicanos, protestantes, batistas.

Um pastor anglicano esteve aqui por três semanas e disse: ‘Eu entendi uma coisa: Nossa Senhora não me pede que eu me converta à Igreja Católica, mas que eu me torne melhor, porque também eu tenho o Evangelho’. Mais tarde, ele tornou a vir aqui e me disse: ‘Quando voltei para casa, comecei a falar com os meus amigos e iniciamos quase trinta grupos de oração, anglicanos, batistas, protestantes, pentecostais. Alguns membros destes grupos de oração são também budistas e ateus. Eles disseram que se uma Nossa Senhora, que se chama Rainha da Paz, nos convida a rezar, eles também o farão’.

E este é um grande milagre para o anglicano que me disse: ‘Padre, você sabe que Nossa Senhora não tem um grande lugar em nossas igrejas, quase foi expulsa; e agora nos chama e esta mensagem está-se difundindo’.

Analisando as mensagens, podemos dizer que Nossa Senhora nos convida à oração para termos uma alegria mais profunda, para resolvermos as situações difíceis, para superarmos o cansaço.

Quanto a isso, podemos tornar-nos egoístas: se você rezar, sentirá alegria, superará o cansaço, resolverá seus problemas. No entanto, se continuarmos a crescer na paz, na reconciliação, na força espiritual, no amor, todos ganharão muito conosco, até todo o mundo.

Não se pode esperar dos outros este convite à paz, deve-se começar por si mesmo e este é o caminho mais difícil, porque é mais fácil convidar os outros à paciência do que ser paciente pessoalmente, é mais fácil convidar os outros ao perdão do que perdoar. Devemos começar por nós. Se nós, cristãos, começarmos a viver radicalmente a mensagem do Evangelho que Nossa Senhora repete aqui, o mundo estará mais próximo da paz. E isso é muito importante: sentir-nos um pouco responsáveis por tudo aquilo que acontece, embora não sejamos presidentes das nações ou dos estados, não importa: a paz depende de todos nós, da tua oração, do teu comportamento.

Aqui se sente a presença muito próxima de Nossa Senhora , muito materna, amiga. Para mim não é mais estranho quando os videntes chegam e dizem: ‘A Rainha da Paz disse isso...’. É como se alguém estivesse conosco e dissesse: ‘Faça isso ou aquilo’. Todos aqueles que vêm aqui e começam a rezar, sentem a Sua presença, a Sua voz.”
Padre Slavko

Traduzido do italiano para o português por Tania

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Padre Slavko explica o “fenômeno Medjugorje”



Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Neste texto, nosso inesquecível padre Slavko demonstra que seria impossível explicar o fenômeno Medjugorje sem a presença de Nossa Senhora e mostra o quanto Ela, como Jesus, é um sinal de contradição.

“Para compreender as mensagens mensais, que nos podem guiar por todo o mês, é necessário ter sempre em mente também as mensagens principais. Estas derivam em parte da Bíblia e em parte da tradição da Igreja. Derivam da Bíblia as mensagens de paz, conversão, oração, fé, amor, jejum... Derivam da tradição da Igreja aquelas que se referem a modos de rezar amadurecidos nos séculos: assim, estas mensagens recomendam a Santa Missa, o Rosário, a adoração, a veneração da Cruz, a leitura da Bíblia; elas nos convidam ao jejum dois dias na semana, assim como era na tradição da Igreja e também na tradição hebraica. Em muitas mensagens, Nossa Senhora disse: ‘Eu estou com vocês’. Alguns poderiam dizer: ‘Desculpe, padre, mas Nossa Senhora está presente também entre nós’. Muitos peregrinos me disseram que, antes de virem a Medjugorje, seus amigos e familiares lhe disseram: ‘Por que você vai lá? Nossa Senhora está também entre nós’. E têm razão. Mas aqui devemos acrescentar uma palavra, que é a parte nova da mensagem: aqui existe uma presença ‘especial’ de Nossa Senhora, através das aparições. Somente assim se pode explicar Medjugorje.
Desde o começo, muitos tentaram explicar o fenômeno Medjugorje de uma outra maneira. Os comunistas o interpretavam como uma contra-revolução. Isto é realmente um pouco ridículo. Imaginem um pároco franciscano que vai contra o comunismo com seis crianças dos dez aos quinze anos; destas, quatro são meninas que, embora corajosas, não bastam para uma contra-revolução, e dois meninos, que são tímidos. Mas os comunistas davam estas explicações com seriedade: por isso, aprisionaram o pároco e fizeram pressão sobre toda a paróquia, sobre os videntes, sobre suas famílias, sobre os franciscanos... Em 1981, comparavam Medjugorje ao Kosovo! (N.T.: referência à “Guerra do Kosovo”, na província sérvia). No dia 15 de agosto de 1981, os comunistas fizeram vir de Sarajevo uma unidade especial da polícia. Mas no fim do dia o chefe do grupo disse: ‘Fomos enviados para cá como se aqui houvesse uma guerra, mas aqui tudo é calmo um cemitério’. Mas os comunistas foram bons profetas para si mesmos. Após o primeiro encontro com os videntes, um deles disse: ‘Vocês inventaram isso para destruir o comunismo’. Também os possessos do demônio foram os primeiros a reconhecer Jesus como Filho de Deus: ‘Por que vieste aqui, Filho de Deus, para destruir-nos?’. E, enquanto os outros se perguntavam se seria verdade ou não, eles diziam: ‘Tu fazes isto para destruir-nos’. Eram bons profetas... Existem ainda outros na Igreja que explicam Medjugorje como uma desobediência dos franciscanos. Onde é que a desobediência leva as pessoas à conversão, à oração, ao jejum, à cura? Outros ainda a explicam como uma manipulação dos freis, outros a explicam pelo dinheiro.
Certamente, em Medjugorje, vindo muita gente, há também algum dinheiro, muitas casas são construídas: mas não se pode explicar Medjugorje com o dinheiro, embora nos acusem disso. Eu acho que os franciscanos não são a única organização do mundo que usa dinheiro. Mas, se nós encontramos um bom método, vocês também podem aplicá-lo. Tu, padre (voltando-se a um sacerdote presente), quando voltar para casa, pegue 5 ou 7 crianças, não 6 como nós; dê-lhes algumas instruções e um dia eles dizem: ‘Vemos Nossa Senhora!’. Não devem dizer, porém, Rainha da Paz, porque nós já usamos este nome. Depois vai surgir muito dinheiro. Se te colocarem na prisão, ganharás ainda mais do que trabalhando livre. Quando se analisa assim, é ridículo. E eles ainda nos acusam disso e há quem acredite. Apesar de todos os erros que fizemos nós franciscanos, os videntes, os peregrinos... Medjugorje não pode ser explicada sem uma presença especial de Nossa Senhora. É uma graça que o Senhor dá nestes tempos marianos, como os chama o Papa. Com as mensagens dadas em Medjugorje, Nossa Senhora não condenou ninguém, não provocou ninguém no sentido negativo. Então, todos aqueles que não querem vir podem ficar tranqüilos: não me interessa e pronto... Analisando todos os textos que falam contra Medjugorje, pode-se ver que inventam muitas coisas, depois tudo desaparece como bolha de sabão. São como as ondas, vêm, passam e desaparecem.

Asseguro-lhes que em Medjugorje não são todos santos, também pelo fato de que vêm os peregrinos e estes são todos eles santos! Mas tenho certeza de que existem lugares muito piores no mundo e, apesar disso, são deixados em paz. Aqui, no entanto, atacam, agridem, criticam e condenam. Também ao bispo escrevi: ‘Se o único problema da diocese é Medjugorje, pode ficar tranquilo, em paz. Aqui se reza mais do que em toda a diocese...’, mesmo se depois cantamos: ‘Somos pecadores, mas filhos teus’. Se Nossa Senhora repete: ‘Eu estou com vocês’, é preciso entender que não se pode explicar Medjugorje sem a presença especial da Virgem. (Mas Ela é, como Jesus, sinal de contradição).”

Traduzido do italiano para o português por Tania

quarta-feira, 13 de julho de 2011

P. Slavko nos fala sobre a oração



Queridos irmãos, queridas irmãs, reproduzimos aqui esta "conversa" com o Padre Slavko, ocorrida no dia 16 de agosto de 1997. Com seu humor habitual, ele nos lembra que se os católicos começarem a rezar tanto quanto comem, em duas semanas dois terços dos católicos estarão no além e um terço permanecerá com o pároco, se o pároco sobreviver...

1. Por que rezar? - Muitos cristãos são como um estudante que esqueceu o que gostaria de vir a ser. Imagine um estudante que pensa em vir a se tornar um bom médico, mas depois, durante os anos de estudo, esquece o que queria ser. O que acontece com seus estudos? Cada hora de estudo se torna uma perda de tempo! Por que estudar, se ele esqueceu que queria ser médico? Assim, muitos não rezam mais porque não sabem mais por quê rezar! Para muitos, rezar significa perder tempo. Para muitos, jejuar significa só sentir fome e nada mais. E naturalmente, se pensamos assim, certamente não rezaremos e não jejuaremos. Mas quando uma pessoa sabe por quê reza e por quê jejua, alcança mais facilmente a paz.

2. Você tem um lugar para a oração? – Nossa Senhora nos convida também a criar um lugar para a oração. É aquilo que vocês já ouviram tantas vezes: um lugar com a Bíblia, a cruz, o rosário... Um lugarzinho onde há uma atmosfera que o ajuda a rezar. Por exemplo, a família come na cozinha ou em outro lugar e, quando termina, a mãe ou o pai diz: agora vamos ao quarto ou ao lugar da oração.
Fica mais fácil concentrar-se, entrar em oração. Mas olhem: quando vocês construíram sua casa, pediram ao arquiteto que pensasse em tudo. Nos países mais ricos se pensa até onde colocar um segundo carro, um terceiro... Mas, quem pediu ao seu arquiteto que criasse um bonito lugarzinho para a oração? Será, talvez, que quando vocês foram comprar sua casa, vocês olharam primeiro onde se poderia criar um lugar para a oração? O importante é compreender que é necessário rezar em família e, por isso, ter um lugar para a oração.

3. Você reza tanto quanto come? – Nós devemos ser sinceros: a oração entre os católicos está em crise. Muitos não rezam absolutamente nada! Muitos dizem que rezam, mas quando lhes perguntamos: “Quanto você reza num dia?”, muitas vezes respondem: um sinal da cruz, a oração do Santo Anjo, uma Ave Maria e só! E dizem: “Sim, rezo!”. Quem faz assim não pode dizer que reza. A oração é um encontro com Deus, e se queremos encontrar uma pessoa é necessário ter tempo. Em vez disso, nós nos desculpamos, dizendo: “Não tenho tempo”. Somos mesmo especialistas, nós católicos, nesta desculpa: não tenho tempo! Ultimamente, falando de oração, eu digo assim: se os católicos começarem a rezar tanto quanto comem, em duas semanas dois terços dos católicos estarão no além e um terço permanecerá com o pároco, se o pároco sobreviver. Tenho certeza de que muitos de nós já estariam mortos se tivéssemos comido tanto quanto rezamos; e sobre a nossa tumba se deveria escrever: “Aqui encontrou a paz um bom católico que era honesto e decidiu comer tanto quanto rezava”. Mas, se começarmos a rezar tanto quanto comemos, seguramente a situação muda! Deus criou o nosso coração e a nossa alma de modo que tenhamos necessidade do encontro diário com Ele. Quem não come, morre. Quem não tem contato com Deus, espiritualmente está morto, quem está morto espiritualmente não pode amar, não pode perdoar, não sabe ser amigo e não pode ter paz. Por isso, Nossa Senhora nos pede que respondamos ao seu convite à oração: porque quer que seus filhos vivam, que as famílias possam viver e, depois, que também o mundo inteiro possa viver em paz, sempre.

4. Você reza porque quer? – Nossa Senhora nos convida também à oração pessoal. A oração pessoal é a oração que tu fazes com amor, pela qual você se decidiu com amor. Assim, a sua oração não dependerá de quem reza ou de quem não reza, porque de qualquer jeito você rezará, já que tomou esta decisão com amor. Hoje não é fácil, sobretudo para os jovens, tomar uma decisão pessoal pela oração. A mentalidade que estamos criando não ajuda o espírito de oração ou a fazer uma decisão por Deus.
Por exemplo, eu conheço países católicos onde se diz à criança na escola que ela pode escolher: frequentar o catecismo ou não. Eu estaria de acordo com esta bela liberdade se fosse dada a mesma liberdade também para todas as outras matérias. Talvez a sala em que se ensinasse matemática não fosse ficar muito cheia! Ou, por exemplo, há quem tome esta posição: “Quando os meus filhos tiverem 18 anos, decidirão pela religião; eu não quero impor nada”. Estou de acordo que esta liberdade é aceitável, desde que também não se imponham as outras coisas. Por exemplo, vocês impuseram seu próprio idioma aos seus filhos. Por que não esperaram até que eles fizessem 18 anos?
Tudo se impõe. Olhem a televisão. Nossa Senhora seguramente não é pelo fanatismo e nem mesmo quer impor nada pela força, mas pede sim uma decisão pessoal.
Um outro exemplo: se vocês encontrarem um bêbado na rua segurando duas garrafas e bebendo uma terceira, ninguém vai dizer que ele é louco, mas só que tem problemas na vida e que, pobrezinho, bebe. Mas se vocês encontrarem um homem na mesma rua com um rosário...: muito sábio ou muito louco? E muitos dirão: louco! Vejam como é difícil para muitos decidir-se por Deus, pela oração, pela Missa; porque não é fácil tomar a decisão de ser diferentes dos outros. As famílias muitas vezes não ajudam. Por isso, Nossa Senhora recomenda os grupos de oração, que podem ajudar. Decidam-se agora, por Deus e pela oração e verão que verdadeiramente é possível.

Traduzido do italiano para o português por Tania

terça-feira, 5 de julho de 2011

Como o Pe. Slavko explica o sinal de Medjugorje



Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Num encontro com os peregrinos, foi perguntado ao Pe. Slavko se o choro da estátua de Civitavecchia era um sinal. Em resumo, ele respondeu:
Uma vez, Jesus chamou esta geração de perversa e adúltera porque pedia um sinal (cf Mt 16, 4). No entanto, Ele mesmo dava sinais, portanto, não é contra os sinais. Ele sabe que nós podemos reagir positivamente aos sinais do céu. O que Ele condena é que nós queiramos os “nossos” sinais, e não os seus. Ele então disse: “Não lhes será dado outro sinal que o de Jonas, isto é, sua morte e ressurreição. Mas eles não o aceitaram porque não queriam converter-se. Queriam os sinais ao seu gosto. Assim também acontece com Medjugorje. Uma pessoa não pode aceitar as aparições porque elas estão durando muito tempo... Outra, porque as mensagens são muito simples e não dizem nada de novo... É por causa do nosso orgulho e da nossa mentalidade que dizemos: "Isto sim, isto não". Também disseram a Jesus: "Desce da Cruz e acreditaremos em ti!". Mas o que teriam dito se Ele tivesse descido da Cruz? Talvez dissessem que Ele colaborava com o chefe dos demônios, como quando curou o cego e mudo (cf Mt 12, 24). Faltava-lhes humildade e abertura para poder dizer: "É Ele mesmo e O reconhecemos".

E por que nós aceitamos a presença de Nossa Senhora? Porque não dissemos primeiro: "Quero compreender, quero dar-me conta com minha cabeça"; mas, querendo aceitar a vontade de Deus, compreendemos também que se tratava de mensagem verdadeiras.
Não devemos impor nossas próprias condições: se Deus faz assim, está bem, eu aceito; mas se não faz como eu quero, não creio. A disponibilidade humilde é aquela que nos abre a mente e o coração para compreender e entrar na vontade de Deus, qualquer que ela seja. Assim é a verdadeira paz. Nossa Senhora quer evitar que lutemos contra a vontade de Deus. Muitas vezes as nossas orações se reduzem a lutar contra ela, procurando aquilo que queremos. Se depois não o obtemos, ficamos desapontados. Numa mensagem, Nossa Senhora nos diz: "Procurem a Deus porque Ele os ama, não por causa de suas próprias necessidades". Muitas vezes vamos a Deus para receber isto ou aquilo, e não porque Ele é Pai. Se recebemos, tudo bem; se não recebemos, paramos de rezar.
Assim, encontramos gente que tem amargura em relação a Deus, porque pediu alguma coisa motivada por seu próprio egoísmo e não a obteve. Deus não entra nestes jogos. É fácil dizer a Deus: tem piedade de mim! Se você ofende uma pessoa, pode acontecer que você reconheça isso e lhe peça perdão. Mas é mais difícil reconciliar-se com o irmão que tem alguma coisa contra você sem que você o tenha ofendido. Se é o outro que o ofende ou comete erros, você não o perdoa enquanto ele não vier pedir perdão, enquanto que você mesmo deveria tomar a iniciativa de ir a ele para fazer as pazes, como Jesus quer que façamos antes de ir levar a nossa oferta ao altar. E se teu inimigo sofre, você fica contente? Quanto sofrimento para uma mãe! Se nós não queremos deixar as coisas nocivas que nos destroem, como seremos capazes de deixar as coisas que em si não são nocivas, mas que nos impedem de ser livres? Você diz: Maria me pede o rosário, o jejum, a confissão... depois basta! Não, Ela quer o teu crescimento espiritual na liberdade do coração.
É verdade e não é verdade que Nossa Senhora queira essas coisas: Ela quer o crescimento interior, e deseja estas coisas na medida em que são necessárias para isso. Estamos já no 14º aniversário das aparições (N.T.: atualmente, 30º aniverário). Maria pede que sejamos missionários, mas não apenas para entregar a mensagem como um carteiro, que talvez a deixe na caixa de correspondência se não te encontrar. Só aqueles que as vivem tornam-se missionários portadores das mensagens. Uma mãe não causa medo! Nossa Senhora chora lágrimas de sangue? Então anuncia acontecimentos tristes? Eu sou a serva, Ela disse, e sou vossa Mãe! Indague-se bem sobre o sinal. Quando uma mãe chora em casa, talvez devamos bater a cabeça contra a parede para recuperar o juízo. Ela não está chorando por causa do futuro, para nos causar medo, mas é pelo momento presente dos filhos. É hoje que eles devem mudar para seu próprio bem. Se falamos de acontecimentos dramáticos que devem ocorrer no futuro, surge um pouco de alarme, mas dois dias depois se esquece tudo. Nossa Senhora quer que você mude hoje. Se em casa um filho, à noite, não consegue perdoar, a mãe não consegue se sentir bem porque aquele filho tem uma ferida e não poderá começar bem o novo dia. Ao contrário, se ele perdoa, tudo passará e ficará em paz.

O futuro? Depende de nós. Jesus disse que não pensássemos no amanhã e que levássemos o peso de cada dia. A mamãe está longe de querer causar medo: antes, ela admoesta, ajuda, não profetiza desgraça. Ela te coloca em vigilância. Se a mamãe diz ao filho que está dirigindo: “Presta atenção!”, ela não está anunciando uma catástrofe, mas o está ajudando a evitá-la. As pessoas já vivem com medo. Nossa Senhora quer libertar-nos do medo, mesmo se vê que serão necessárias as provas para purificar-nos. Um filho não pode acusar a mãe de lhe querer mal ou de querer causar-lhe medo se ela precisa levá-lo ao hospital para fazer uma operação...

“Mas, padre, é bom dizer alguma coisa que meta medo nas pessoas que se comportam mal” – ouvimos dizer. Mas isso não ajuda. Falando dos drogados, como se pode ajudá-los? Causando-lhes medo devido às consequências que virão da droga? Isso conta muito pouco, mas o amor o convence, se ele conhece uma pessoa que oferece a vida por ele, como Irmã Elvira, para a qual “um drogado é uma pérola caída na lama”. Assim, Nossa Senhora nos ensina a amar de um modo materno.
O Papa, na Carta do dia 8 de dezembro, se dirige às mulheres para que, com o seu coração materno, se tornem promotoras de paz. Vi grupos que promovem a paz difundidos por toda a América Latina. É exatamente isso que deseja a Rainha da Paz e nos ajuda a realizá-lo. Nossa Senhora segue adiante com o seu exército... O que esperar de um mundo onde os interesses políticos ou de grupos são o valor principal? Onde se mata por dinheiro? Onde o tráfico de armas é o negócio mais lucrativo? Onde os negociadores têm interesse em continuar as inúteis negociações porque ganham 20 milhões por dia? Mas o pós-guerra é pior que a própria guerra. Agora não destruímos somente as casas, mas as estruturas, o tecido social, a moral ética. Não restou nem a autoridade: eis que agora prospera a máfia, o mercado negro, o mercado da droga. E é melhor ter um enfermo em casa do que um filho drogado! Aqui o caminho está aberto para todos os criminosos que colaboram com as nações que querem a guerra. Além disso, hoje, suicídios, desespero e loucura destroem indivíduos e famílias. Mas a guerra terminou verdadeiramente ou retornará ainda? Nossa Senhora nos tinha prevenido, mas, como não fazia aquilo que alguns queriam, não A aceitaram. Para estar aqui, por muito ou por pouco tempo, pretendiam que Ela tivesse a sua permissão...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Meditação conduzida pelo Padre Slavko Barbaric, O.F.M.


Prezados irmãos e irmãs, a paz! Hoje os convido a fazermos um exercício de meditação, para o qual teremos que usar também a nossa imaginação. Esse exercício será dirigido pelo nosso inesquecível Pe. Slavko, através de uma meditação conduzida por ele em Medjugorje durante um encontro dos organizadores de peregrinações, em fevereiro de 2000, ano de sua morte.


Acomodem-se de maneira a não se distraírem e fechem os olhos. Vamos lançar um olhar sobre a nossa vida e tentar ver-nos da maneira como Deus nos vê e não como nós nos vemos. Quando uma criança diz à mamãe: “Me pega no colo para eu tocar na lua”, a mamãe não fica lhe explicando o quanto a lua está longe da terra, porque é uma coisa que não se explica às crianças pequenas. Em vez disso, ela pega o filhinho nos braços, o ergue e lhe diz: “Pronto, já tocou”. Muito frequentemente nós nos encontramos em condições idênticas diante de Deus, que sabe muito bem o que nós estamos querendo. Quantas vezes nos disseram que nós não somos bons e que nunca o seremos? Vou agora refletir e viver como se me tivessem dito que não vou viver mais do que seis semanas, portanto, um mês e meio. Então, eu vejo de que modo vivo, eu sei onde estou, as circunstâncias em que morrerei e a idade que tenho. Eu sofro porque devo dizer adeus à minha vida, a todas as pessoas que amo e também a todos aqueles que me são indiferentes. Observo a reação das pessoas a quem digo que vou morrer. Penso naquilo que cada um deles perderá quando eu os tiver deixado. Uma vez morto, me encontro na presença de Deus, falo com Ele, conto-Lhe a minha vida, as pessoas que amei, aquelas que mais amei e até mesmo as coisas de que muito me arrependo.

Silêncio...

Neste momento, ouço Deus me dizendo que tem a intenção de me mandar de volta vivo para a terra. Ele me dá o direito de escolher o lugar onde irei crescer. Homem, mulher? Bem, eu posso escolher o sexo, o caráter, as qualidades, as coisas boas que quero fazer, as minhas virtudes. Se quero nascer numa família rica, numa classe social confortável ou de condições humildes. Todas essas escolhas me são oferecidas, dependem de mim. Posso escolher até mesmo os meus pais: quem será minha mãe, quem será meu pai. Eu posso escolher o modo como transcorrerá a minha infância, o número de irmãos e irmãs, a educação que desejo receber. Escolho os meus divertimentos, o meu trabalho e explico tudo ao Senhor.

Silêncio... Depois de ter explicado ao Senhor as razões das minhas escolhas, Ele me explica, sim, também Ele, da mesma forma, as suas razões, uma vez que foi Ele que escolheu a minha vida atual, cada detalhe. E eu escuto os seus argumentos.

Silêncio...

Eu creio que Deus teve as Suas razões quando me criou com os pais que tenho, com as minhas qualidades, os dons, as cruzes e os sofrimentos; estou convencido de que a minha vida tem um grande valor aos Seus olhos e que Ele pode me dar tudo que Lhe pedir. Mas para estas coisas não recebo respostas seguras. Devo crer como Maria, quando o Anjo Lhe anunciou que seria a mãe do Salvador. Do mesmo modo, eu também posso dizer: “És Tu, Senhor, Aquele que define os meus projetos”.

Ave, Maria...

Maria não disse: “Eu compreendo, Senhor”, mas disse: “Eis-me aqui, sou a tua serva”. Eu posso crer em Deus mesmo que, até agora, eu não tenha compreendido Seus planos e talvez nunca compreenda. No seu grande Amor, Ele tem um projeto bem definido para a minha vida e eu posso responder como Maria: “Eis-me aqui, sou a tua serva, faça-se em mim segundo a tua Palavra”.

Ave, Maria...

Graças à confiança de Maria em Deus, eu posso nutrir o mesmo grande amor que Ela tem por mim “porque o Verbo se fez carne e veio habitar entre nós”. Ele viveu entre nós e o seu nome era Emanuel, Deus conosco. Deus nos mostra o primeiro de Seus filhos, cujo desejo era viver entre nós. Ele quer a nossa cura e o nosso bem. E “o Verbo se fez carne e veio habitar entre nós”.

Ave, Maria...

Traduzido do italiano para o português por Tania

quarta-feira, 2 de março de 2011

Perdoar para ter paz


Queridos irmãos e irmãs, a paz! Neste artigo, com muito humor, o Pe. Slavko nos mostra que a paz é impossível enquanto não nos abrimos ao perdão. Ele também nos conta uma historinha sobre quando satanás conseguiu dominar uma cidade através dos sinais de trânsito... Que possamos, também com humor, refletir sobre nossa vida, tirando a trave dos nossos próprios olhos!

1. Perdoar não é fácil, isto seguramente todos nós sabemos. Ainda mais quando, sobretudo na nossa própia família, ficam repetindo coisas que não nos agradam. Não foi por acaso que Jesus disse que é preciso perdoar “70 vezes 7”, isto é, sempre. Mas muitas vezes nós entramos em contradição conosco mesmos. Queremos ter paz e não queremos perdoar; queremos a paz, mas não queremos pedir perdão. Porque, para pedir perdão, é necessário ter também um pouco de humildade. Pedir perdão significa enxergar também a nossa parte da responsabilidade.

Estamos aqui diante de um grande problema: enxergar a própria culpa, reconhecê-la e pedir perdão. Eu me lembro de uma história verídica. Uma pessoa me disse: “Eu não tenho paz. Não consigo dormir, nem trabalhar, não consigo fazer nada”. E eu lhe perguntei o que também vocês lhe teriam perguntado: “Desde quando não tem paz e por quê?”. Ela me disse: “Uma pessoa me feriu profundamente e eu perdi a paz”. Então, eu lhe disse: “Você precisa perdoar e a paz voltará”. Ela respondeu: “Padre, não consigo, porque me feriram profundamente”. Eu disse: “Mas você procura a paz?”. “Sim, padre. Não consigo dormir, não consigo comer, não consigo trabalhar”. Então eu disse: “Você tem que perdoar!”. “Ah! Não consigo, porque não é a primeira vez que essa pessoa me feriu assim!”. “Mas você quer a paz!”. “Sim, padre!”. Poderíamos ter continuado até o dia seguinte e faltava pouco para que ela entrasse em conflito também comigo.

Todos nós sabemos que, quando somos feridos, é difícil perdoar ou pedir perdão, mas, se queremos a paz, precisamos trabalhar sobre este ponto do perdão em vez de dizer que é impossível perdoar. Deus não pode pedir-nos coisas impossíveis. Se nós pensamos que é impossível, provavelmente não rezamos o suficiente. De fato, Nossa Senhora nos ensina: “Rezem com o coração para poderem perdoar e ser perdoados” (a Ivanka, 25.06.97). Numa mensagem ao grupo de oração, Nossa Senhora disse: “Se você sente em seu coração qualquer coisa contra alguém, reze até o momento em que comece a sentir sentimentos positivos em relação àquela pessoa.”

O problema do perdão é mais grave do que pensamos, sobretudo nas famílias. Veja, quando falamos dos outros com um amigo ou uma amiga, como falamos? Muitas vezes, de modo negativo. E quando somos tentados a falar assim, trata-se sempre do problema do perdão. Dizemos: “A minha vida está difícil por causa do meu pai, da minha mãe, marido, mulher, sogra, nora...”. São sempre os outros os que criam problemas! Quantas vezes dissemos ou ouvimos dizer que a vida do meu pai ou da minha mãe, da minha mulher ou do meu marido está difícil por minha causa? É muito raro ver a dificuldade que os outros têm pelo fato de viverem conosco, mas nós sempre sabemos como a nossa vida está difícil por causa dos outros. É sempre o problema do perdão. Sobretudo esta afirmação: “Eu tenho razão!”.

Vou lhes contar uma historinha. Deus permitiu a satanás dominar um dia uma cidade. E satanás lhe pediu só uma coisa: deixar que os sinais de trânsito da cidade marcassem sempre o verde. Resultado: num minuto, confusão completa! Em cada incidente, cada um tinha razão: o sinal estava verde para o que vinha de um lado, mas também estava verde para o que vinha pelo outro lado! Todos tinham razão. E quem pode perdoar, se está com a razão? E quem pode pedir perdão, se está com a razão? Quantas vezes o sinal, do nosso lado, está sempre verde, e depois achamos que todos ao nosso redor são culpados. Só nós que não somos, porque temos a luz verde...

Vocês já devem ter ouvido os testemunhos dos jovens da Irmã Elvira. Certa vez, um disse: “Nós nos amamos na comunidade não porque não nos conheçamos, mas nos amamos porque nos conhecemos. Não temos medo de dizer ao outro: errei. Nós nos amamos porque conhecemos também as deficiências um do outro”.


2. Normalmente dizemos que vivemos mal por causa dos outros e não percebemos quando os outros vivem mal por nossa causa. Quer dizer, vemos a palha no olho do irmão e não a trave que está no nosso. Nesse ponto, podemos colaborar com Maria ou com satanás. Quando passamos por experiências negativas com os outros, quando nos feriram ou falaram mal de nós, o que fazemos? Se continuamos a acusar, a achar que o outro é responsável pela situação, a espalhar estas coisas, nós colaboramos com satanás, porque satanás faz assim. Na Bíblia se diz que satanás se encontra diante do trono de Deus e nos acusa. Em vez disso, nas mensagens de Nossa Senhora encontramos o seguinte: “Eu rezo por vocês...”, “Eu intercedo por vocês diante de Deus...”. Nossa Senhora nos conhece, conhece nossas coisas boas e também as ruins, ainda assim não nos acusa, não nos condena, mas reza por nós.


Agora, quando você passa por uma experiência negativa com alguém e começa a rezar por esta pessoa, você está colaborando plenamente com Nossa Senhora. Veja que, em relação a este ponto, somos todos muito fracos: muitas vezes falamos mal uns dos outros e somos tentados a exagerar as histórias negativas; e, por outro lado, somos tentados a diminuir o bem dos outros. É sempre a colaboração com o negativo! É também uma tentação quando alguém diz: “O que te digo é mesmo verdade!”. Mesmo que seja verdade, você está difundindo as coisas negativas e o negativo se alastra. Este é um bom conselho para todos vocês, sobretudo para aqueles que são muito tentados a falar mal dos outros. Eu digo a eles: continuem a falar mal, mas com uma condição. Antes de tornar a passar adiante coisas negativas, você deve dizer à pessoa com a qual quer falar: “Quando eu terminar de lhe dizer estas coisas negativas, prometa-me que você vai rezar um Rosário comigo por esta pessoa, ou que você vai fazer um dia de jejum pela pessoa que lhe fez mal”. Tenho certeza de que muitos lhe dirão que não têm tempo de escutar coisas ruins e negativas...


Muitas vezes acontece que mesmo as pessoas que rezam muito, rezam o Rosário, vão à missa, etc., quando se encontram com os outros muitas vezes falam mal, fazem fofoca. É preciso decidir-se: com quem você quer colaborar? Com Nossa Senhora ou com satanás? (16 de agosto de 1997)
Padre Slavko Barbaric

Traduzido do italiano para o português por Tania

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Última transmissão do Frei Slavko na Rádio Mir - parte II

Prezados irmãos, a paz! Concluímos hoje a transcrição da última transmissão registrada do Frei Slavko na Rádio Mir de Medjugorje. Recentemente, o papa Bento XVI, no livro “A Luz do Mundo” disse que "converter-se é dar novamente a Deus o primeiro lugar". Na semana passada vimos como o Padre Slavko nos lembrava exatamente isso, dizendo também que, se estamos rezando como Nossa Senhora nos pede em Medjugorje, então estamos dando a Deus o primeiro lugar. E reparem, irmãos, que na mensagem que a Gospa deu ao mundo no dia seguinte à partida do Padre Slavko para junto de Deus, Ela própria repete estas mesmas palavras. Esta mensagem de Maria pode ser lida no final do presente artigo. Acompanhemos agora com muito amor a segunda parte das palavras proféticas do Padre Slavko, que são também como que seu testamento para cada um de nós.

4. E quando tivermos respondido à pergunta sobre quem está no primeiro lugar na nossa vida, recordemos que também outras pessoas ou grupos podem ocupar este lugar. Como os pais compreendem muito bem, quando seus filhos crescem e chegam à puberdade, eles se deparam com um grande problema: os filhos começam a comportar-se como os do seu grupo; e os pais, os catequistas, a Igreja não têm mais valor, os filhos não aceitam suas ordens, mas a única regra que aceitam em sua vida é aquela do grupo. Assim se comportam também os grandes políticos, economistas e as seitas. Por isso podem surgir as ditaduras, nas quais a massa toma um indivíduo como sendo a única medida de tudo: neste caso, aquilo que é considerado bom só é bom porque responde aos interesses deste indivíduo, e o mal é tudo aquilo que destrói seus objetivos e programas. Com isso, o homem muito facilmente se torna uma “coisa” dos outros e estraga a sua dignidade moral. O homem, dando ouvidos a estas ditaduras políticas ou seitas, pode fazer o mal e pensar que seja um bem. Nestes casos, deve-se dizer que este homem é uma pessoa que está longe de Deus, que Deus não tem nada a lhe dizer porque ele só dá ouvidos aos outros.

Certo, devemos amar e respeitar os outros, mas não devemos adorar a ninguém, perdendo assim a nossa dignidade eterna de cristãos. Nisto somos fracos e muitas vezes erramos sem nos darmos conta. Por isso, é importante aquilo a que Maria continuamente nos convida: à oração, ao jejum, à confissão e à Santa Missa, para que possamos consertar aquilo que fizemos de errado e possamos manter-nos verdadeiros em relação a todos e em relação a nós mesmos e ao mundo. O homem que está pronto a esquecer as coisas espirituais pelas materiais, que não tem tempo para a oração, para a Missa, porque precisa trabalhar, o homem que adora as coisas materiais de modo a seguir somente aquilo que o ajuda a possuir mais, viola os Mandamentos e para ele os outros perdem o seu valor. Em meio a nós existem muitos falsos deuses, muitos ídolos são implantados entre nós e ganham tantos direitos que Deus, que nos fala através de Seu Filho, não tem mais para nós a Palavra verdadeira. Por isso nós estamos na escola de Maria, para que o nosso relacionamento com Deus seja sincero e assim possamos instaurar também novas relações com os outros e assim, repetimos, virá o novo tempo!

5. Irmãos e irmãs, nós meditamos sobre o nosso relacionamento com Deus e nos interrogamos sobre quem verdadeiramente ocupa o primeiro lugar na nossa vida. Agora rezemos para que o Senhor Deus esteja verdadeiramente ocupando o primeiro lugar na nossa vida. Depois de uma pausa que nos servirá para nos recolhermos, rezemos:

Senhor Deus Onipotente, Criador do céu e da terra, Criador da nossa vida, em Nome de Teu Filho Jesus Cristo Rei, com Maria, Rainha da Paz, Te pedimos: liberta o nosso coração de tudo aquilo que Te impede de ocupar o primeiro lugar na nossa vida! Renunciamos a todo egoísmo e a toda adoração de nós mesmos, de falsos ídolos ou dos outros.
Renunciamos a tudo aquilo que Te impede, ó Pai, de estar, com Teu Filho Jesus Cristo, no primeiro lugar na nossa vida!
Te apresentamos todos aqueles que se afastaram de Ti, que se perderam em seu egoísmo ou se deram aos outros ou às coisas materiais. Liberta-os, Senhor, para que, como Teus filhos livres, possam viver e criar relações verdadeiras consigo mesmos e com os outros.
Te pedimos por todos os que se dizem cristãos, mas não seguem o caminho que Tu nos mostraste em Teu Filho Jesus Cristo. Abençoa todas as obras de renovação na Igreja e no mundo, para que cada um de nós possa viver responsavelmente na Luz de Cristo, nosso Rei, que vive e reina nos séculos dos séculos! Amém!

Mensagem da Gospa, dada no dia seguinte ao falecimento do Padre Slavko
"Queridos filhos! Hoje, quando o Céu está perto de vocês de maneira especial, convido-os à oração, para que, por meio da oração, vocês coloquem Deus em primeiro lugar. Filhinhos, hoje estou perto de vocês e abençôo cada um com minha bênção materna, para que tenham força e amor para com todas as pessoas que encontrarem em sua vida terrena e possam dar-lhes o amor de Deus. Alegro-me com vocês e desejo dizer-lhes que seu irmão Slavko nasceu para o Céu e que intercede por vocês. Obrigada por terem respondido ao meu chamado!" (25/11/2000)

Traduzido do italiano para o português por Tania.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

ENTREVISTA DE PE. SLAVKO E MARIJA SOBRE FENÔMENO MEDJUGORJE




PE. SLAVKO E MARIJA
Vídeo de uma entrevista de Pe. Slavko e Marija, sobre o fenômeno Medjugorje. No vídeo se fala sobre o verdadeiro significado dos sinais de Medjugorje, sobre os segredos e principalmente sobre a paz do coração. Editado em lingua italiana no ano de 1986, apresentado ao público pelo Canal 5, no programa” Frontire dello Spirito”
Aegue um outro link que é de uma outra entrevista de Pe. Slavko, na qual ele explica um pouco sobre a experiência dos videntes e a mensagem de Nossa Senhora, 
“Que o Senhor que é rico em Misericórdia vos abençoe: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!”
Pe. Mateus Maria, FMDJ
paniejezuufamtobie@terra.com.br
Visite o nosso site: www.mosteiroreginapacis.org.br
Visite a nossa página de espiritualidade Mariana http://rainhadapaz.blog.terra.com.br/
Twitter: http://twitter.com/Mosteiro_Gospa
Comentário do Evangelho de Domingo: http://www.youtube.com/user/DeiVerbum1
Vídeos de espiritualidade Mariana: http://pt.gloria.tv/?user=10793&medias=videos
Áudios de espiritualidade Mariana: http://pt.gloria.tv/?user=10793&medias=audios


Panie Jezu Ufam Tobie!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...