Mostrando postagens com marcador Texto de espiritualidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Texto de espiritualidade. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de abril de 2015

FELIZ PÁSCOA - NÃO TENHAIS MEDO!!!!


“Coragem! Não tenhais medo! Ele vos precede!”

Caros irmãos, quero juntamente convosco meditar a Páscoa em uma optica de esperança, a palavra que eu sinto hoje para vos dar, é uma palavra de ânimo e de amor, é uma palavra que nos convida a olhar a nossa vida com o olhar de Deus, a buscar viver como ressuscitados, ela está no Evangelho de Marcos 16, 6-7: “Coragem! Não tenhais medo! Ele vos precede!”. 

Percebo que estamos vivendo em uma sociedade instável, que inculca o medo. Como são eficazes estas palavra de Jesus : “Coragem! Não tenhais medo! Eu estou a vossa frente!” nos dá a chave de interpretação para enfrentarmos os nossos problemas com a força de Deus, para vivermos sem medo, com a segurança que Ele está a nossa frente, e nos chama das trevas da morte da angustia, tristeza e depressão, a alegria da vida nova, a vida de ressuscitados crentes em seu amor. 

Neste tempo forte da Páscoa, somos convidados a fazermos a experiência da ressurreição de Cristo na nossa vida, para nos transfigurar Nele já nesta vida, para sermos o sorriso de Deus a todos que encontrarmos, a vivermos já com Ele, para termos a esperança no nosso coração, sabendo que tudo está nas mãos de Deus, por isso é mister saber que entender a paixão e a cruz, é o meio para entendermos a ressurreição, e mergulharmos nela, pois sem cruz, não há ressurreição, sendo que ela é a próprio potencia de Deus, a força que já pode nos fazer ressuscitar e abrir-nos a uma nova vida, uma nova esperança.

A pergunta que devemos nos fazer é: Qual é a nossa esperança? Estamos vivendo com um olhar de morte ou de vida? Como se encontra o nosso coração? Cheio de Deus ou vazio? O nosso coração está vazio? E por falar em vazio.... O sepulcro está vazio até hoje, mas o sepulcro vazio que nos narra o Evangelho, nos aponta a esperança da ressurreição, ou seja, ele deve ser entendido como o quarto nupcial onde a mãe terra acolhe o esposo, metáfora do seio que acolhe o verbo de Deus, e neste seio, se nota o silêncio da dor, a aparente vitória do mal, contudo, neste misterioso silêncio noturno da passagem das trevas da noite para a aurora do novo dia, surge a ressurreição, fato que ninguém presenciou, mas que marcou a história de toda a humanidade, ou melhor, constitui-se agora uma nova humanidade gerada para uma nova esperança, a ressurreição.

O sepulcro está vazio ainda hoje, e este é o sentido de muitos irem a Jerusalém em peregrinação, e lá dizer em comunhão com toda a cristandade: “Ele não está aqui!”. Ao sepulcro iremos todos nós, mas apenas Cristo venceu a morte, e este sinal vemos por meio do sepulcro vazio. Devemos então entrar no sepulcro vazio, para viver uma vida livre, ressuscitada, entrar no sepulcro vazio do nosso coração, e lá encontrarmos a ressurreição, lá nos libertar com a luz de Cristo de todos os nossos medos, e lá dentro escutar a voz do Senhor que nos diz: “Coragem não tenhais medo eu vos precedo!”. Escutar a voz do Senhor que nos chama ao abandono em suas mãos, a confiar.

Sabemos que não basta dizer que o sepulcro é vazio, é necessário fazer a experiência da ressurreição e do ressuscitado em nossa vida, é necessário fazer o caminho para encontrarmo-lo. Mas o encontro com o ressuscitado não é algo difícil, se fosse o Senhor não teria nos deixado esta possibilidade, porque ele por primeiro sabe que nós somos especialistas em complicar as coisas. 

Encontrar com o ressuscitado quer dizer ressuscitar também, ver a vida com outros olhos, com positividade, com amor, como um dom, para ser bem vivido. Se você se encontra com uma tocha de fogo, você se queima, se você se encontra em um rio de água, você se molha, se você se encontra com Cristo, você deve também ressuscitar para uma nova vida, porque você recebe o dom do Espírito.

É belo notar nos Evangelhos que nem todos reconhecem o Senhor ressuscitado, embora o discípulo amado João, o reconheceu ressuscitado no lago de Tiberiades, mas porque o reconheceu? Porque o amava, e quem ama O encontra sempre! Basta pouco para interpretar os sinais que ele nos dá. A fé é então ver, é olhar com amor, e por consequência, entender. Para quem ama basta ver um sinal e nele encontrar a pessoa amada, assim o elemento fundamental para entender a ressurreição, como também para entender uma pessoa é amar. Quem ama entende, quem ama se doa, quem ama se entrega, quem ama faz sacrifício, quem ama caminha na fidelidade e na esperança.

Muitas vezes, somos assolados por tantos medos, nos sentimos sozinhos, pode até ser que você que está lendo este artigo, se sinta abandonado por Deus, fraco, sem vontade de viver, ou até mesmo com vontade de tirar a sua própria vida, sem forças para caminhar, se sentindo morto espiritualmente, e eu te digo, o senhor ressuscitou e quer te ressuscitar!

Todos os sentimentos negativos interiores trazem uma grande frustração e depressão, nos bloqueiam, nos fazer ter medo, nos tiram a coragem até para recomeçar um novo caminho, como se tudo estivesse perdido, mas a ultima palavra é a de Deus em nossas vidas, embora muitas vezes estamos presos e fechados em nós mesmo e para o mundo, mas o Senhor da mesma forma que veio para os seus discípulos amedrontados, hoje vem para nós dizendo: A paz esteja convosco!

Irmãos, não quero fazer tanta reflexão teológico sobre o medo e a esperança da ressurreição, mas quero apenas terminar esta reflexão dizendo que se desejamos viver a vida de ressuscitados, o caminho é apenas um: “amar”, a Deus para amar os irmãos. A vida nova é amar os irmãos, pois quem ama, vive já a vida da ressurreição, pois o amor arranca do coração todo o temor.

Feliz Páscoa!!!! O Senhor Ressuscitado está a nossa frente! Nolite Temere!
Pe. Fernando Tadeu Barduzzi Tavares

sexta-feira, 3 de abril de 2015

A PAIXÃO DE DEUS POR NÓS


Certa vez escutei Pe. Raniero Catalamessa em uma de suas conferências disse: “Diante do mistério da Cruz, devemos nos calar, silenciar”. Inspirado por esta frase, quero meditar convosco, acompanhado por Maria, a Virgem Silenciosa que estava aos pés da cruz, amando o amado, se imolando com o imolado, e no seu silêncio se oferecendo ao Pai, juntamente com o Seu Filho, quero contemplar a paixão do Senhor.

Percebemos que toda a vida de Maria, foi orientada para a Cruz, e como disse Simeão: “Uma espada lhe traspassará o coração!”. Peçamos neste momento que a Virgem do Silêncio nos ajude a mergulharmos no mistério da Paixão, para que estejamos com ela aos pés da cruz, com o coração, nos sentimentos de Jesus, sentindo com Jesus.

Desejo fazer primeiramente uma lectio divina sobre a paixão, e em seguida meditar a Cruz em nossas vidas.

Este ano a Igreja nos apresenta a Paixão, segundo João (cap. 18), o qual possui um olhar profundo e teológico, diferente dos demais evangelistas, mas para mergulharmos na Paixão de João, é mister conhecer um pouco mais do olhar teológico dos outros três evangelistas.

Na paixão narrada por Marcos, percebemos que o seu objetivo é dizer: “Verdadeiramente este é o Filho de Deus!”, como afirma o centurião pagão, ao fim da crucificação.

Na paixão narrada por Mateus, percebemos o seu objetivo de dizer e mostrar que Cristo é o Messias esperado, e que Nele se cumpri a Escritura, pois é ele o servo sofredor de Isaias ( cap 52 ).
Na paixão narrado por Lucas, percebemos que Jesus depois que aceita a agonia, tudo se torna em seu caminho milagre e ternura, Pilatos que era inimigo de Herodes, se tornam amigos, Malco o soldado que tem sua orelha cortada pela espada de Pedro, é agora curado, o ladrão na cruz é perdoado e tem garantido o paraíso, e etc.... A misericórdia se manifesta.

Mas para João, a paixão, a crucificação é o cerimonial da coroação de um rei, o qual não exerce o poder do mundo, mas do amor, da humildade, do serviço feito sagrado.

Na Paixão de João, o colóquio de Jesus com Pilatos, ocupa um terço do texto, é o diálogo do poder deste mundo, com o poder do céu, do rei deste mundo, - Pilatos - representante do Imperador Cezar, o qual era tido como deus, com o Rei dos reis, com o Deus filho – Jesus -, que diz “o meu reinado não é deste mundo”.
João inicia narrando a paixão mostrando a entrega de Jesus de modo triunfante.

“A quem procurais? Responderam: ‘A Jesus, o nazareno’. Ele disse: “Sou eu.”, ou seja, Jesus responde com o mesmo nome de Deus, “IHAVHÉ”, somente agora ELE se apresenta explicitamente como o Senhor, como Deus, pois, agora diante da paixão, da iminente tortura, que o deixará irreconhecível fisicamente, Ele diz quem Ele é, pois agora, não seria mais possível ser confundido com um rei poderoso que viria cheio de glória.

Conduziram Jesus Primeiro a Anás, o qual já havia decretado a morte de Jesus dizendo: "É preferível que um só morra pelo povo", e foi o que aconteceu. A narração continua dizendo que Pedro o trai durante o tempo do interrogatório: “Não és tu também um dos discípulos dele? Pedro negou: "Não!".
Sendo Jesus depois conduzido a Caifás, e após a humilhação, a Pilatos, figura do homem que procura Deus, e o rejetia para não perder o seu status, diria hoje para não ser discriminado por viver e dar testemunho do Cristo diante da sociedade.

Pilatos faz o jogo político, joga com o Sinédrio, e por sua vez o sinédrio com Pilatos, pois ambos se odiavam, ambos tinham o seu poder divido, e não queriam submeter-se um ao outro. O Sinédrio tinha o poder religioso, podia movimentar o povo, mas não podia executar o que queria, a morte de Jesus, e por outro lado, Pilatos tem o poder de mandar matar Jesus, mas não tem o carisma e a autoridade perante o povo, e no meio dos dois, da luta dos poderes deste mundo está Jesus, submetendo-se a autoridade, porque por meio dela se cumpriria e se manifestaria a vontade de Deus, e embora Pilatos fosse seguro e convencido que poderia manipular a situação, como também o sinédrio que fazia de tudo para chegar ao seu objetivo, Jesus se deixa conduzir, sabendo que tudo seria consumado, que a vontade do Pai se manifestaria em cada situação.

“Pilatos, chamou Jesus e perguntou-lhe: ‘Tu és o rei dos judeus?’ Jesus respondeu: ‘Estás dizendo isto por ti mesmo, ou outros te disseram isto de mim?’, e por fim, Jesus diz: “Tu o dizes”, porque não é evidente, reconhecer Jesus é um ato de fé, do qual é necessário a minha confiança, o meu crer.

Pilatos percebe que estava diante de um rei, que tinha o seu reinado em outro mundo, mas o condena, e solta Barrabás (o fato interessante é que este nome é enigmático, pois traduzindo-o do hebraico, significa ‘filho do pai’, e em lugar deste assassino, Jesus é entregue, ele que é o verdadeiro filho do Pai, sendo entregue, morre também por ele, e este homem que era filho de um pai não identificado, é liberto, e pela morte de Jesus, também é assumido como filho adotivo do Pai).

Jesus é flagelado, e de forma irônica é feito para Ele todo o ritual da cerimônia de posse de um imperador, é coroado, mas com a coroa de espinhos, é vestido com o manto vermelho, mas manchado de sangue, é dado-lhe um cajado, como cedro de poder, e diante dele, os homens os soldados, ironizam, prestando-lhe um falso culto de adoração, cuspindo-lhe na face e esbofeteando-lhe. E João diz: “Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes: “eis ecce homo”, Eis o homem!”. Pilatos sem saber com esta frase profetiza, pois é a humanidade assumida de modo total, profundo e verdadeiro, em Jesus, o verdadeiro homem, o homem tão humano que só podia ser Deus.

Jesus escolhe se humilhar, sendo Deus, não busca vantagens, mas trilha o caminho da humilhação, e isto questiona-nos. Jesus não busca a glória humana, vinda de homens, mas aceita a glória que o Pai lhe oferece, a cruz, e hoje Deus também me pede esta capacidade de amar, de obedecer, pois não é importante ser isto ou aquilo, ser pobre ou rico, ser doutor ou analfabeto, leigo ou padre, doente ou sadio, ignorante ou inteligente, o importante é amar, doar a vida, é estar unido com Jesus e ser um com Ele, ser santo.

Nós queremos um Deus assim? Queremos ser crucificados com Ele?

A Manifestação da divindade de Jesus se dá na cruz, na doação de si mesmo, e mesmo se os homens, os pregadores, confundirem a loucura de Deus, pela loucura do mundo, a cruz permanece em eterno, como o sinal da potência do amor de Deus, que se oferece a si mesmo por amor.
A cruz, como disse Paulo: “é escândalo para os gregos, e loucura para os gentios” e para nós, qual é o seu significado?

A cruz não é a aceitação de um sofrimento que Deus quer me dar, o sofrimento faz parte da vida normal; a vinda da Cruz na minha vida, não depende do meu consentimento, pois Deus tem a liberdade de agir, a vinda da cruz na minha vida, não depende exclusivamente da minha permissão, porque ela faz parte do seguimento de Jesus, ela vem porque Deus quer me fazer semelhante ao Seu Filho, ela vem para o meu bem. Então a cruz vem como garantia que estou vivendo de modo intimo e profundo o seguimento de Cristo.

Simão de Cirene, que passava pelo caminho quando Jesus carregava a cruz, a ele, diz o evangelho de Marcos, “os soldados romanos obrigaram um certo Simão de Cirene a carregar a cruz!”, ele não havia pedido a cruz, ele não a desejava, ele não queria carregá-la, mas a ele a cruz foi imposta!
São Paulo carregava a sua cruz, a qual chamava de “um espinho na carne”, ele mesmo diz: "Pedi ao Senhor por três vezes para me tirar este espinho da carne, mas o Senhor me disse: 'Basta-te a minha graça!'”

Na mensagem de Nossa Senhora Rainha da Paz, do dia 25 de março de 1997, a mãe nos diz: Queridos filhos, hoje eu os convido, de uma maneira especial, a tomar a cruz nas mãos e a meditar sobre as chagas de Jesus. Peçam a Jesus que cure as feridas de seus corações, que vocês filhinhos, receberam durante a vida por causa de seus pecados ou por causa dos pecados de seus pais. Somente assim compreenderam que o mundo necessita de cura, da fé em Deus criador. Através da paixão da morte de Jesus na cruz, compreenderam que somente com a oração, poderão também vocês tornarem-se verdadeiros apóstolos da fé, vivendo na simplicidade e na oração a fé, que é um dom. Obrigada por terdes respondido a minha chamada!”

Esta mensagem, vem de encontro com a leitura que acabamos de ler do profeta Isaias 53,5 que diz “Ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e as suas feridas, foram o preço da nossa cura”.

Que grande mistério de dor e de amor, pelas suas chagas nós fomos curados, fomos reconciliados com Deus novamente, o seu sangue derramado foi o preço da nova e eterna aliança.

Neste canto do servo de Javé, podemos perceber uma chave importantíssima para entrarmos no mistério do calvário, pois lá, foi realizado o maior ato de amor, e a cruz nos testemunha que: “Não a maior prova de amor, do que doar a vida pelos amigos!”

Jesus como o servo de Javé, é escolhido desde o seio materno, é o que sofre calado, carrega o peso e o crime, como sendo o culpado, é inocente e suporta tudo com paciência, sendo ferido de morte pelo seu povo, e pelos nossos pecados. Jesus, o servo sofredor, sofre o mistério do sofrimento, sem ódio ou vingança, salva o mundo pelo seu sofrimento, pela sua misericórdia e amor, para mostrar que a salvação vem do perdão, vem do sangue derramado. Sofre também para nos ensinar que o sofrimento, seja ele físico ou espiritual, é algo de grande valor aos olhos de Deus, quando sofrido, aceito com alegria, com a intenção de sofrer por amor ao Senhor, e unido a Ele.

Quantas pessoas, são taxadas de vidas sem sentindo, como os deficientes físicos, os doentes, os marginalizados. Que imensa multidão também no mistério do Calvário, se une ao servo sofredor, que se encarnou, e encarnando-se em nossa humanidade, assumiu toda a nossa vida, todo o nosso pecado, todo o nosso sofrimento, para dar-nos a oportunidade de ressuscitar com ele, a nossa esperança.
Embora pareça que a experiência da dor, do sofrimento contradiga a boa nova do amor de Deus, destruindo a fé e a esperança, possamos perceber que ela, põem radicalmente em questão o nosso modo de conceber a salvação, a qual como dissemos tem o preço do sangue derramado de forma gratuita e amorosa.

Sem a cruz, podemos dizer que a esperança, é ilusão, é vazia, como também uma cruz sem esperança não é a cruz de Jesus., pois Ele é totalmente solidário conosco, na nossa humilhação, sofrimento e morte, Ele é o Emanuel, o Deus que caminha conosco. A cruz garante para nós, a certeza de não estarmos sozinho em nenhuma situação, pois ela é a nascente de uma nova esperança, de uma nova vida, da esperança de sabermos que hoje vivemos o vale de lágrimas, a paixão, mas que nos colocando, ou melhor, nos deixando pregar do outro lado de sua cruz, e ser elevados com Ele na cruz, podermos ser também elevados com Ele ao paraíso.

Assim diante da dor, não devemos fugir, mas aceita-la, nos abandonando nas mãos do Pai, como também Jesus se abandonou, sabendo que muitas vezes estas mãos tem a forma de cruz, e como diz Paulo na carta aos Romanos: “Se participamos dos seus sofrimentos, participaremos também da sua glória”.
Hoje Jesus morre, e isto para nós não deve ser apenas uma bela frase, mas deve também se fazer em nossa vida, ou melhor, também nós devemos morrer para o mundo do pecado, para as nossas vontades e más inclinações, morrendo com amor, sem rebeldia, pois Jesus nos ama até mesmo quando nós o negamos como Judas e Pedro, com o nosso pecado, quando nós o crucificamos com as nossas atitudes egoístas, quando nós o culpamos pelos acontecimentos desagradáveis em nossa vida, quando nós o traímos servindo aos ídolos oferecidos pela sociedade que prega o hedonismo, o materialismo, o prazer. Mas Ele não nos deixa de amar, e seu amor é tão grande que deixou uma prova, uma cruz, a qual se torna por excelência, o livro do amor de Deus por nós, no qual o Senhor escreve o meu nome, o teu nome por toda a eternidade, mas este livro, é apenas capaz de ler aquele que aprende a ler e viver a linguagem da Cruz, do sofrimento na aceitação com alegria e amor.

Se O acolhemos, Ele permanece ao nosso lado, mesmo quando tudo parece escuro, pois os pregos de seu amor, de forma mística, também nos traspassa, e nos une ao seu imenso amor, e com Ele vivemos crucificados, vivendo o mistério do Eterno amor. Se o acolhemos como o Crucificado de nossas vidas, e dizemos o nosso sim, Ele nos dá uma nova vida, um novo batismo em seu sangue, quero dizer, uma nova efusão do seu Espírito, e entrega o seu Espírito Santo sobre nós.

Por isso não tenhamos medo de nos oferecer ao Senhor, de abraçar a sua cruz, de vivê-la, para que em nós, no mundo, na nossa paroquia, na nossa família, se cumpra a vontade do Pai.
Neste dia Santo, ofereçamo-nos ao Pai, juntamente com Cristo, pelas mãos de Maria, cansagremo-nos com todo o coração, com um minuto de silêncio diante da cruz, pois como disse Maria Rainha da Paz: “dela emana grandes graças”, contemplemos o amor de Deus por nós, por mim, por você, e meditemos o sacrifico redentor, que nos liberta e nos salva das mãos de satanás, pelo ato puro de amor e obediência de Jesus.

Sejamos obedientes a Deus, a sua palavra, deixemos a vida de pecado, de adultério, de infidelidade a Deus e aos homens, a exemplo de Jesus que em tudo foi obediente ao Pai, e como nos diz Paulo na carta aos Romanos: “Como pela desobediência de um só todos foram constituídos pecadores, também pela obediência de um só, todos somos constituídos justos”.

Unamos a nossa cruz, a Cruz do Salvador, porque é Nele que somos oferecidos ao Pai.

Quero termino com a revelação de Jesus a Santa Faustina, em que Jesus pediu:
Às três horas da tarde, hora exata da minha morte, implora a Minha misericórdia especialmente para os pecadores, e ao menos por um breve momento reflete sobre a Minha Paixão, e acima de tudo sobre o abandono em que me encontrei no momento da agonia: essa é uma hora de grande misericórdia para o mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora não negarei nada à alma que me pedir em nome da Minha Paixão (Diário 1320).

Oremos: Vós morrestes, Jesus, mas uma fonte de vida jorrou para as almas, e um mar de misericórdia se abriu para o mundo inteiro. Ó Fonte de Vida, Misericórdia Divina inescrutável, envolvei o mundo todo e derramai-vos sobre nós (Diário 1319).

Ó Sangue e Água que brotastes do Coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vos.

FINALIZO COM A JACULATÓRIA ENSINADA POR JESUS A SANTA FAUSTINA.
PANIE JEZU UFAM TOBIE (Diário 84).

Que nesta semana santa possamos silenciar o coração, tomar o crucifixo nas mãos e amo menos 15 minutos todos os dias meditar no imenso amor de Deus por nós!

Pe. Fernando Tadeu
padrefernandotadeu@gmail.com

sábado, 28 de março de 2015

CATEQUESE SOBRE A CONFIÇÃO II


“QUERIDOS FILHOS:

CONVIDO-OS A ABRIREM AS PORTAS DE SEUS CORAÇÕES A JESUS, COMO A FLOR SE ABRE AO SOL. JESUS DESEJA PLENIFICAR OS SEUS CORAÇÕES DE PAZ E ALEGRIA. VOCÊS, FILHINHOS, NÃO PODEM CONSEGUIR A PAZ, SE NÃO ESTIVEREM  EM PAZ COM JESUS; POR ISSO, FILHINHOS, REZEM PARA TEREM A FORÇA DE FAZER O QUE EU LHES DIGO. EU ESTOU COM VOCÊS E OS AMO.”
MENSAGEM DE 25/01/95

Sabemos que conversão é mudança de RUMO, e sem dúvida é uma experiência religiosa, é um chamado, é também um dom de Deus, o qual ama e quer dar a vida, e vida em abundância. Mas, não é possível haver uma verdadeira conversão se não temos consciência do nosso pecado e se não o assumimos como erro.

O amor misericordioso do Pai é sem dúvida o Seu perdão oferecido, pois  Deus ama seu povo, protege-o e quer salvá-lo sempre. Desde o Antigo Testamento vemos que Deus eleva o Seu povo, faz aliança com ele, se revela e se manifesta através dos profetas, dos salmos, dos acontecimentos e etc. Faz de tudo para mostrar-se ao homem.

O chamado de Deus, é sempre um chamado de Paz, é Shalon, que deriva do verbo 'Shalam', que significa reunir as partes divididas, é ser um com Deus, e isto está no coração de cada homem.  Cada pessoa busca a felicidade, o amor, a paz, mas estas só se encontram plenamente em Deus. Por isso, podemos concluir que a base antropológica é esta busca infinita de Deus, a qual muitos buscam de modos muitas vezes errados. Contudo, é Deus que mesmo diante do erro, vem em busca do homem, vem encontrá-lo por primeiro para salvá-lo.

Pelo profeta Isaías, Deus deu um oráculo, uma mensagem dizendo que: 

“Mesmo que uma mãe abandonasse o seu filhinho de colo, Eu jamais o abandonaria”.

Deus nunca abandona o homem, mesmo quando este está no pecado. Deus o ama e sente as Suas entranhas arderem de amor por esta alma que está se perdendo. Mesmo sendo Deus Todo Poderoso, não pode fazer nada se o homem não se abre ao Seu amor, pois Ele deu a cada homem a liberdade de escolha.

Deus se revela, fala pelos profetas, enfim, faz a Sua parte para salvar o homem, age como pai que possui o coração de mãe, de modo que tenta de todas as maneiras quebrar a dureza do coração humano, ama até o fim. O problema é que não conseguimos responder à altura. 

Deus nos ama, e nós retribuímos a este amor nem sempre com uma resposta de amor, mas com o pecado o qual abala a nossa vida e todas as estruturas da humanidade. Um exemplo disso é o pecado de Adão e Eva, que nos mostra a evidência do caos no mundo, tudo porque quiserem tomar o lugar de Deus.

Muitas vezes nos achamos bons só porque não matamos, não roubamos, e não adulteramos, mas o sentido bíblico nos mostra que o pecado é tudo aquilo que vai contra a Vontade de Deus, é uma infidelidade ao Deus fiel. Servir a Deus não é 'brincadeirinha', na qual ajo como quero, mas é ser obediente a Seus preceitos, é possuir uma conduta reta, não por obrigação, mas por amor, dando uma resposta de amor Àquele que me amou por primeiro.

O povo no Antigo Testamento, quando pecava, fazia práticas externas de penitência, como Davi que jejuou, jogou pó na cabeça, ficou prostrado e etc. Mas tudo isto só é valido se o penitente possui um coração contrito, se não é 'teatro barato'. 

Devemos ter a consciência que confissão, é sobretudo querer se reconciliar com Deus, sabendo que pecamos e que este pecado trará conseqüências, a mim, a minha família, a minha comunidade, ao mundo. Confessar o pecado é abrir-se à esperança e é por isso que Deus anuncia “tirarei do vosso peito este coração de Pedra e colocarei um coração novo, de Carne!”. Porém, esta renovação é obra da graça de Deus. Confessar-se é dar o primeiro passo para a mudança de vida, é mostrar para Deus concretamente que não quero ser igual, para que Ele possa me curar e fazer de mim um novo homem.

Maria nos pede a confissão, não como um costume, mas como um caminho de retorno a Deus, um caminho de salvação, de vida, assim somos chamados a escolher a vida. No livro do Deuteronômio está escrito: 

“coloco diante de ti a vida e a morte ( o bem e o mal ), mas te digo, escolhe hoje a vida, para não pereceres”.

Maria diz em Suas mensagens que já podemos viver as alegrias do reino aqui na terra, não em plenitude, mas em participação, desde que nos convertamos e coloquemos Deus como o centro de nossas vidas. João Batista gritava: 

“O reino de Deus está próximo, convertei-vos”.

 Aqui é importante que nós como Grupo de Oração, reflitamos como estamos caminhando, e por isso faço algumas reflexões para que cada um medite no seu coração.

Sabemos que Maria fez a cada um de nós este chamado particular querendo nos dar o dom da Santidade, mas como estamos caminhando?

Será que estamos jogando fora esta grande oportunidade que Maria nos dá, na qual Ela mesma busca nos formar, introduzindo-nos nesta escola de oração e Santidade? 

Como está o nosso processo de conversão? 

Ele é diário com pequenas renúncias, com atos concretos de caridade ou é só aparente?

Estou jogando as pérolas (os dons que Deus me dá para caminhar em Santidade) aos porcos?

Ou estou fazendo memória, riqueza destes dons, colocando-os em prática?

Não desanimem, é aí, quando tudo está difícil que o milagre pode acontecer, pois é na fraqueza que se manifesta a força. Não desanimem, obedeçam a Maria, as Suas mensagem e abandonem-se totalmente a Ela. Sem dúvida alguma Ela está presente em cada Grupo de Oração, em cada momento no qual rezamos o terço e adoramos a Jesus, Maria está com as mãos postas sobre as nossas cabeças neste momento, está nos abençoando, dizendo dentro do nosso coração: 

“Filho você é importante para mim, você faz parte do meu projeto de salvação para a humanidade, fui eu quem te escolhi e que te dei uma missão especial de ser amor e paz onde existe o ódio e o sofrimento. Desejo guiá-lo rumo a Deus, puxá-lo pela mão quando não souber por onde caminhar, levá-lo no colo quando não tiver  força para caminhar. Amo você com o meu amor materno, pois você é precioso para mim! Abandone-se a mim, viva as Minhas mensagens e deixe-Me conduzi-lo, não lamente-se do hoje, não viva preso ao passado, tenha fé, esperança, confie em mim, confie no Senhor!”

“Por Intercessão da Toda Santa e Toda Pura, a Bem-Aventurada  e Sempre Virgem Maria Rainha da Paz, abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso e Misericordioso: "Em nome do Pai  e do Filho e do Espírito Santo. Amém!”

PERMANECEI NA PAZ E CAMINHAI SEMPRE NELA!
PADRE FERNANDO TADEU 

quinta-feira, 19 de março de 2015

CATEQUESE SOBRE A CONFISSÃO 1


 
"QUE A GRAÇA E A PAZ DE CRISTO JESUS NOSSO SENHOR,  E A TERNURA DE MARIA ESTEJAM CONVOSCO E COM OS VOSSOS!

“QUERIDOS FILHOS: HOJE DESEJO CONVIDÁ-LOS À CONFISSÃO, MESMO SE VOCÊS TIVEREM SE CONFESSADO HÁ APENAS  A ALGUNS DIAS. DESEJO QUE VOCÊS VIVAM A MINHA FESTA EM SEU ÍNTIMO, MAS VOCÊS NÃO PODERÃO VIVER SE NÃO SE ABANDONAREM COMPLETAMENTE A DEUS. POR ISSO, EU OS CONVIDO A RECONCILIAREM-SE COM DEUS!” MENSAGEM DE 24/03/85

Maria em Medjugorje nos convida a vivermos o Sacramento da Penitência, mas não vivê-lo de qualquer modo. Devemos vivê-lo com o coração, fazendo dele um momento de cura para a nossa alma, de cura do pecado, das mágoas, das tristezas, enfim da nossa incredulidade do amor de Deus.

O perdão de Deus não pode ser visto como um perdão protestante, não é uma mágica onde você fala e Deus perdoa. Mas ao mesmo tempo, não podemos dizer que Deus não perdoa vendo um coração arrependido.

Na encíclica Reconciliatio et Penitencia, o Papa afirmou o pecado estrutural e social e disse que não adianta mudar as estruturas sem que as pessoas mudem primeiro o seus corações. O pecado nasce primeiramente no coração do homem e se reflete no mundo.

O perdão de Deus é então eclesial, pois Deus quer usar os homens, os ministros Seus para doar o Seu perdão aos Seus.

No Antigo Testamento o povo de Deus era o povo santo porque era Deus quem elegia e santificava o Seu povo, e todo o pecado cometido era contra Deus e contra o povo. Por isso, todo o pecado contra o próximo é contra  Deus, porque Deus está no próximo.

Cristo Nosso Senhor venceu o pecado, e portanto a adesão a Cristo exige viver de acordo com Cristo. Pode surgir, neste momento, em sua mente a afirmação e pergunta: 

Mas viver assim é difícil! O que fazer então?

 É simples: primeiramente confiar-nos à infinita misericórdia do Senhor, buscando a conversão cotidianamente, lembrando-nos que já somos um povo santo e salvo. Se cairmos, devemos saber que Cristo, vendo a nossa fragilidade, nos deixou o Sacramento do Perdão, da Reconciliação, da Penitência.

O que não podemos fazer diante dos pecados é omiti-los, colocar a culpa nos outros, nas estruturas, no governo, pois o pecado nasce sempre no coração dos homens, no meu coração, no seu coração. O que vemos de desgraças nada mais é que a conseqüência, o fruto do pecado.

Cristo nos salvou, mas o pecado continua agindo no mundo, como explicar isso então?

Cristo nos salvou e o pecado continua agindo no mundo porque a redenção de Cristo, mesmo com o batismo que apaga em nós as culpas,  não tira a conseqüência do pecado que é a concupiscência. Pode-se exprimir isto na expressão de Paulo que diz: “Faço o mal que não quero e não faço o bem que quero!”,  é por isso que surge no coração do homem a necessidade da Metanóia – da conversão – a qual é possível só com a graça e com a ajuda de uma vida sacramental. 

Podemos observar que aquilo que se manifesta no coração do homem tem suas razões profundas dentro do seu interior, é por isso que o mundo é configurado de acordo com a configuração do homem, embora cada homem haja de acordo com a sua visão. Quando o homem busca a santidade, e age contra ela, mesmo sem querer agir desta forma, ele entra em crise, pois dentro de si sabe que não está agindo como 'Imago Dei' – Imagem de Deus . 

Ele sabe que não está construindo um mundo melhor.

Sartre, um filósofo ateu, dizia que queremos sempre submeter o outro a nossa liberdade e vontade, e quando isto não acontece o outro se torna um inferno para nós, porque o outro nos limita e aí surge o desejo de destruí-lo. Já para nós cristãos, a coisa não é bem assim, pois a nossa santidade não é privada, é a partir do outro, daquele que vive a meu lado, é ele o canal que me dá a oportunidade de exercer as virtudes e caminhar em santidade. Isto serve para nós enquanto  famílias em oração, Grupos de Oração,  comunidade, enquanto  Igreja. Lembremo-nos que o nosso caminho de santidade, não é um caminho egoístico e privado, mas comunitário e eclesial.

No século XVI dC (16), os reformadores protestantes criticaram a estrutura da Igreja, os seus pecados, mas não ficaram em unidade com ela, pararam na crítica, não buscaram ajudá-la, preferiram sair, dividir-se. Para eles era mais fácil, mais cômodo, e sobretudo saíram dela por orgulho. Isto para nós é um grande exemplo de unidade que devemos ter, entre nós, com os responsáveis de determinadas funções na Igreja. Lembremo-nos que Jesus rezou pela unidade e não quis a divisão a qual vem de Satanás.

Diante do pecado, vemos que o homem passa por uma crise de consciência, além dele destruir a vida do homem, aniquila-o física, moral e espiritualmente. São Paulo diz que há pessoas doentes por  causa de nossos pecados.

Percebemos que hoje tudo nos leva a pecar. A sociedade atual é uma sociedade de morte que condiciona o homem a viver o pecado com naturalidade, superficialidade e banalidade, como algo comum. É dito  que o pecado é um conceito antiquado da Igreja, que ele não existe, só existindo na cabeça das 'carolas e  beatas', e que o chamado pecado nada mais é que um erro, uma falha. 

Como católicos sabemos que isto não é verdade, pois o pecado para nós é tudo aquilo que nos distancia de Deus, sendo ele um ato consciente ou inconsciente.
Maria em Medjugorje nos ensina que já podemos viver a paz, a felicidade, a antecipação do paraíso aqui na terra, em nossos corações, desde que nos esforcemos e busquemos viver a paz, o amor com Deus e com os irmãos. O que pode nos ajudar muito neste sentido é o desejo da reconciliação,  que  faz com que o homem quebre toda a divisão que está no seu coração.

Para que eu tenha um contato verdadeiro com Deus, devo primeiramente estar em paz comigo mesmo e com os demais, é fundamental o perdão para que eu possa alcançar a unidade com Deus.

Maria nos diz que Deus deve ser o centro de nossas vidas,  pois quando colocamos algo que não seja Deus dentro do nosso coração, surge a divisão. Por conseqüência, endeusamos realidades e pessoas, e aí, vamos contra a humanidade, os valores e contra Deus. Quando se tira Deus de Seu lugar, o homem  coloca-se no lugar de Deus e começa a oprimir o outro, pois acha que é superior, melhor, se acha o  'bam bam do pedaço'. Aos olhos de Deus, porém, é um infeliz.

Somos chamados por Maria à conversão, à mudança, à metanóia, a qual é uma graça de Deus, mas que também depende do meu querer, da minha vontade de mudar, de propósitos concretos.

Quem realmente se converte por fé, automaticamente rompe com passado e se esforça para difundir o amor, a experiência com o Senhor, a reconciliação, é por isso que Maria nos diz em várias mensagens: “Queridos filhos, hoje eu vos convido...”

A Igreja para nós Católicos é o instrumento fundamental que torna a graça de Deus possível  no mundo. É por isso  que ela tem a palavra, o juízo e o perdão final sobre os homens, devido ao mandato de Jesus transmitido aos apóstolos, e de modo particular a Pedro.

Devemos estar muito atentos para não desperdiçar o grande dom do Perdão concedido a nós pelo Sacramento da Reconciliação.  Para isto, devemos nos preparar, não cair no subjetivismo de achar que  pecado é só aquilo que para mim é pecado. Não podemos ser excessivamente sensíveis ao social, quero dizer, aos erros do outro, mas devemos olhar para nós mesmos, e não apontar o dedo ao outro.  Se vivo de auto justificações me torno hipócrita.

Muitos criticam os governantes que não fazem nada e deixam o povo passando fome, mas o que fazemos além de criticar? Muitos fazem de sua vida uma vida sem valor, que nada mais é que viver no pecado. Para um político corrupto o que ele faz não é pecado, pois ele não possui valores sobre o  certo ou errado, para ele  tudo o que faz é lícito. É por isso que a sociedade vai mal, pois ninguém quer escutar o que diz a Igreja  que é detentora da moral, então todos criam o seu conceito de certo e errado. Contudo, a Igreja busca dar uma linha a qual é sempre criticada e tida como 'quadrada'.

 “Por Intercessão da Toda Santa e Toda Pura, a Bem-Aventurada  e Sempre Virgem Maria Rainha da Paz, abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso e Misericordioso: "Em nome do Pai  e do Filho e do Espírito Santo. Amém!”


PERMANECEI NA PAZ E CAMINHAI SEMPRE NELA!

PANIE JEZU UFAM TOBIE!!!

PADRE FERNANDO TADEU

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Meditação do Frei Raniero Cantalamessa, O.F.M. sobre a Bíblia


Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Neste mês da Bíblia, gostaria de compartilhar com vocês esta meditação do Frei Raniero Cantalamessa, O.F.M., pregador da Casa Pontifícia.

“Assim como na encarnação Jesus se oculta sob o véu de carne e na Eucaristia sob o véu do pão, assim também na Escritura Ele se oculta sob o véu da linguagem. Na encarnação, Deus se oculta na “baixeza da natureza humana”; na Escritura, oculta-se na baixeza da linguagem humana”.

A natureza sacramental da Palavra de Deus é mostrada na ocasião em que de maneira visível opera além da compreensão do ouvinte, que pode ser limitada e imperfeita; ela opera praticamente por conta própria. Quando o profeta Elias foi curar Naamã, o Sírio, de lepra, mandou que se lavasse sete vezes no Jordão, e Naamã respondeu irritado: “Não são os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, melhores do que todas as águas de Israel? Não poderia eu lavar-me neles para ficar purificado?” (2 Rs 5, 12).

Naamã estava certo: os rios da Síria eram inquestionavelmente melhores e abundantes; contudo, ao lavar-se no Jordão ele foi curado e sua carne tornou-se como a de um garotinho, algo que jamais teria acontecido se tivesse se lavado nos grandes rios de seu país.

Assim é com a Palavra de Deus contida nas Escrituras. No mundo e até mesmo dentro da Igreja, houve e haverá livros melhores do que alguns na Bíblia – de um refinamento literário maior e, religiosamente falando, mais edificantes (basta mencionar a Imitação de Cristo); todavia, nenhum desses produz o efeito que o mais modesto dos livros inspirados produz.

Nas palavras da Escritura há algo que está acima e além de qualquer explicação humana; há uma óbvia desproporção entre o sinal e a realidade produzida por isso, que de fato nos faz pensar na maneira como os sacramentos atuam. “As águas de Israel”, as Escrituras divinamente inspiradas, ainda curam a lepra do pecado de hoje. Tendo sido lida a passagem do Evangelho na Missa, a Igreja convida o ministro a beijar o livro e a dizer: “Que as palavras do Evangelho possam apagar os nossos pecados!”

Em Relatos de um Peregrino Russo, lemos a respeito de muitas pessoas curadas do vício da bebida, graças à resolução de ler um capítulo do Evangelho toda vez que sentiam vir uma necessidade compulsiva por um drinque...
Ao recomendar essa prática, um monge disse: “Nas mesmas palavras do Evangelho há um poder de dar a vida, pois nelas está escrito o que Deus mesmo pronunciou. Não se preocupe se você não entender apropriadamente; é suficiente se você as ler atentamente. Se você não entende a Palavra de Deus, os demônios com certeza entendem o que você está lendo e eles tremem” (Relatos de um Peregrino Russo2).


Fonte: O Mistério da Palavra de Deus, por Frei Raniero Cantalamessa, O.F.M., Edições Shalom

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O ESPIRITISMO , PORTA DE ENTRADA PARA O INFERNO - LITURGIA DIÁRIA , 25 DE JULHO DE 2013

O ESPIRITISMO , PORTA DE ENTRADA PARA O INFERNO

QUEM NUNCA FICOU SABENDO DE ALGUÉM QUE VAI À MISSA E AO CENTRO ESPÍRITA “APENAS PRA TOMAR UMA PASSE...QUE ISSO NÃO TEM PROBLEMA”!!!! CLARO QUE CATÓLICO DE VERDADE NÃO SE RENDE A PRÁTICA DESTA SEITA INFERNAL


COMECEMOS O TEMA DE HOJE , EXPONDO O QUE ENSINA A MÃE IGREJA :


A reencarnação nunca foi uma doutrina católica; a Carta ao Hebreus (9,27) diz : “E como é fato que os homens devem morrer uma só vez depois do que vem um julgamento…”  . Basta esse versículo para mostrar que a doutrina católica nunca aceitou a reencarnação


Em 1953 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reafirmou a determinação feita pelo Episcopado Nacional da Pastoral Coletiva de 1915, revista pelos Bispos em 1948 nestes termos : "Os ESPÍRITAS DEVEM SER TRATADOS , tanto no foro interno como no foro externo, como verdadeiros hereges e fautores de heresias e não podem ser admitidos à recepção dos Sacramentos, sem que antes reparem os escândalos dados, abjurem o espiritismo e façam a profissão de Fé"


Está na Sagrada Escritura (Bíblia), Palavra de Deus, o Espírito Santo falando aos seus profetas : No Livro de Levítico diz: "...Se alguém se dirigir aos espíritas ou advinhos para formicar com eles, voltarei meu rosto contra esse homem e o cortarei do meu povo" (Levítico 20,6)


"... Não se ache no meio de ti, quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê a adivinhação, a astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, AO ESPIRITISMO , à adivinhação ou a invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abominará aqueles que se dão a essas práticas..." (Deuteronômio 18,10-12)


CATECISMO : §2117 - Todas as práticas de magia ou de feitiçaria com as quais a pessoa pretende domesticar os poderes ocultos, para colocá-los a seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo - mesmo que seja para proporcionar a este a saúde - são gravemente contrárias à virtude da religião. Essas práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas de uma intenção de prejudicar a outrem, ou quando recorrem ou não à intervenção dos demônios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiritismo implica freqüentemente práticas de adivinhação ou de magia. Por isso a Igreja adverte os fiéis a evitá-lo. O recurso aos assim chamados remédios tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes maléficos nem a exploração da credulidade alheia


Se alguém diz ou sustenta que as almas humanas preexistem, no sentido de serem, anteriormente, mentes e forças santas que se desgastaram da visão divina e se voltaram para o pior e por isto se esfriaram no amor a Deus, tomando daí o nome de almas, e que por punição foram mandadas para os corpos embaixo, seja anátema - (DH 403)


- Mas não me entra na cabeça como pode alguém se dizer católico e se atrever a isso? Aliás, porque é necessário falar que é católico? Quer dizer, fica bem com Deus ou com o diabo!! Tanto faz!! Que confusão!! Quanta bobagem!!


Claro que essa ecumênica intenção de misturar a doutrina católica com a heresia espírita é apena um meio de fuga das obrigações religiosas que o catolicismo traz e creio também ser um modo de poder “opinar” e “dar conselhos” em conversas religiosas de rodinha, como já ouvi várias. Resumindo, é um meio romântico de ver as religiões, DE ACHAR QUE O INFERNO NÃO EXISTE, QUE TODAS AS RELIGIÕES LEVAM A DEUS, QUE O IMPORTANTE É AJUDAR (???) AO PRÓXIMO, O IMPORTANTE É TER DEUS NO CORAÇÃO , ENTRE OUTRAS


Ou seja, pra esse povo a Igreja não é necessária! Rezar o terço não é necessário! Comungar não é necessário! Adorar o Santíssimo não é necessário! Confessar não é necessário! Temos apenas que “evoluir”!!


Que adianta “tomarmos nossa cruz” e “andar por esse vale de lágrimas” se após a morte não há a Justiça Divina? Simplesmente vamos pra outro plano espiritual, “evoluímos” e daqui a pouco voltamos??!!


Bom, claro a intenção aqui não é ficar refutando o espiritismo, pois o mesmo já é facilmente refutado há séculos....e quem realmente é católico, sabe muito bem disso


“Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si” (II Tm 4,3)


E hoje, cada vez mais, as pessoas não suportam a “sã doutrina da salvação”.....Pelo orgulho e pelos prazeres que o mundo oferece não querem obrigações, deveres e sofrimentos que devem ser humildemente aceitos, para Deus e para Sua Santa Igreja , respeito humano , e falta de coragem para romper com as antigas amizades.....


É mais fácil SER “ECUMENICAMENTE CRISTÃO”!! É bem mais fácil ser espírita!! E mais fácil ainda ser um católico-espírita, pois esse pode dar seu “pitaco” em qualquer rodinha de "amigos"


Pra que lutar e defender a verdadeira fé católica se podemos dialogar e ficar bem em qualquer meio? Fácil viver assim né?


Faça o que quiser na vida que automaticamente você estará evoluindo!! Sim, pois segundo essa doutrina, os espíritos não regridem!! Então, fale qualquer bobagem que você estará automaticamente “evoluindo”. E bem como todo mundo!!!


Meu Deus!!! Mas então de que valeu a morte de Cristo? De que valeram tantas profecias feitas? De que valeram tantos martírios , tantos milhares de Santos e Santas , tantas vidas consagradas? De que valeram os milagres? De que vale a fé? De que vale a Santa Missa?



SEGUE ABAIXO , TEXTO SOBRE O ASSUNTO , A FONTE É CITADA AO FINAL . SANTA LEITURA :

O espiritismo consiste em pretensas ou verdadeiras comunicações com os espíritos do outro mundo, ou as almas dos defuntos, para descobrir coisas secretas relativas a esta ou à outra vida

Digo comunicações pretensas, supostas, porque é sabido que grande número de médiuns, isso é, de pessoas de que se servem os espíritos para receberem as respostas dos espíritos ou das almas, os profissionais Do espiritismo, têm sido convencidos de fraude. Noventa por cento pelo menos dos casos de comunicações espíritas são vergonhosas trapaças


Digo, em segundo lugar, comunicações verdadeiras, porque sábios verdadeiros e conscienciosos têm verificado a verdade de certas comunicações, de sorte que forçoso é admitir que nem tudo é fraude


Por conseguinte, às vezes há espíritos que se comunicam. A questão é esta: a que espíritos devem ser atribuídas estas comunicações? Em outras palavras: quem é o espírito que se manifesta? Não são almas dos defuntos. O dogma católico admite, para as almas que passaram os umbrais da eternidade, dois estados definitivos e um intermediário, mas passageiro. Ou elas estão no inferno, ou no céu, ou no purgatório. Ora, em qualquer estado destes em que elas se achem, não está na possibilidade delas aparecerem a quem as evoca. As do inferno estão presas pela corrente da justiça divina, que fixou a sua desgraçada sorte para a eternidade e deste horrendo calabouço, de que os demônios são guardas, elas não podem sair, senão em caso muito extraordinário, por especial providência de Deus. As que estão no céu, no purgatório, estão em perfeita conformidade à vontade de Deus, e, portanto, nunca elas se manifestam senão por fins altíssimos, dignos da infinita sabedoria de Deus, como auxiliar com preces e santos sacrifícios essas almas, ou converter algum pecador. A regra geral que Deus tem estabelecido para as almas que passam desta para a outra vida é que: “o espírito vai e não volta

Não são as almas que se manifestam. É o demônio. A prova é que na maioria dos casos estas comunicações tendem ao erro e à falsidade, que é o caráter próprio daquele que tem o título “pai da mentira”. Sem dúvida, há às vezes algumas verdades enunciadas, mas é para mais facilmente induzir ao erro. ASSIM DIRÃO QUE HÁ PURGATÓRIO, MAS QUE NÃO HÁ INFERNO — QUE FULANO ESTÁ NO INFERNO, MAS QUE A CONDENAÇÃO NÃO É ETERNA . Outras vezes são respostas ambíguas e contraditórias. Para um católico não pode haver dúvida, é o demônio. Acrescentemos o que em mais de uma circunstância se tem dado; e é que se algum dos circunstantes se acha munido de água benta, um crucifixo, uma medalha, o espírito ou fica mudo ou dá respostas incoerentes

Vejamos, aliás, quais as consequências resultantes do espiritismo, para mais vermos a intervenção diabólica, porque pelos efeitos melhor se conhece a causa. Uma das consequências que mais avultam é a loucura. É um fato notório. O diretor do Hospício dos Alienados Pedro II, no Rio, declarou, há anos passados, que sessenta e cinco por cento dos alienados eram vítimas do espiritismo

Que dizer do suicídio? Quem ignora que os tenha havido e só motivados por esta causa? Quantos desgraçados entre estes cegos a quem Satanás leva pelo cabresto até esta última cegueira! Quanto às imoralidades praticadas muitas vezes em certas reuniões espíritas, delas nem convêm falar. Há outras consequências, doutra ordem mais transcendente e é que o espiritismo impele seus adeptos à heresia e ao erro. É principalmente entre os espíritas que se encontram os que negam a divindade de Jesus Cristo, da confissão, da Igreja; os que ridicularizam as práticas religiosas, aprovam o ensino ateu

Basta! Fica claro e evidente que as pessoas que se entregam a estas práticas cometem   pecado   mortal   não   só   porque desobedecern à Igreja, que as proíbe, mas também porque procuram põe-se em comunicação com o espírito das trevas, o inimigo de Deus, o que é proibido pela Sagrada Escritura : Entre ti não se achará... quem pergunte a um espírito divinatório nem aos mortos.”  (Deut  18, II)

Os espíritas são hereges porque negam verdades reveladas e aderem a erros condenados, renunciando, desta arte, ao título de católicos. Estão fora da Igreja; se não renunciarem a estas práticas não se salvam


A ORAÇÃO

Há um inferno, suplícios eternos. É horroroso, mas é certo. A porta do inferno é o pecado mortal. Há também um céu, morada de Deus, mansão dos anjos e santos, uma glória,  uma   felicidade   eternas.   A chave de ouro do céu é a oração. Quereis evitar o inferno, merecer o céu, é absolutamente necessário REZAR - [FONTE : Trecho do Livro: O Pequeno Missionário - Manual de Instruções, Orações e Cânticos coordenado pelo Pe. Guilherme Vaessen, Missionário da Congregação da Missão - 6a. Edição, Editora Vozes, 1953]



Um cristão, por definição, é alguém que aderiu ao cristianismo. Cristianismo, por sua vez, é a "religião da 'Palavra' de Deus, não de uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo", ensina o Catecismo da Igreja Católica . Portanto, afirmar que um espírita não pode ser considerado um cristão é apenas fazer valer o óbvio: NÃO PODE SER CRISTÃO PORQUE NÃO CRÊ NAS VERDADES CRISTÃS. Trata-se de interpretar o conceito de cristão em seu sentido estrito, técnico e restrito: eles não são cristãos porque não creem que Jesus é Deus e nem que ele ressuscitou




LITURGIA DO DIA 25 DE JULHO DE 2013
PRIMEIRA LEITURA: 2º CORÍNTIOS 4, 7-15

SÃO TIAGO MAIOR APÓSTOLO , (VERMELHO, GLÓRIA, PREFÁCIO DOS APÓSTOLOS - OFÍCIO DA FESTA) - LEITURA DA SEGUNDA CARTA DE SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS - Irmãos, 7Porém, temos este tesouro em vasos de barro, para que transpareça claramente que este poder extraordinário provém de Deus e não de nós. 8Em tudo somos oprimidos, mas não sucumbimos. Vivemos em completa penúria, mas não desesperamos. 9Somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. Somos abatidos, mas não somos destruídos. 10Trazemos sempre em nosso corpo os traços da morte de Jesus para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo. 11Estando embora vivos, somos a toda hora entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus apareça em nossa carne mortal. 12Assim em nós opera a morte, e em vós a vida. 13Animados deste espírito de fé, conforme está escrito: Eu cri, por isto falei (Sl 115,1), também nós cremos, e por isso falamos. 14Pois sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, nos ressuscitará também a nós com Jesus e nos fará comparecer diante dele convosco. 15E tudo isso se faz por vossa causa, para que a graça se torne copiosa entre muitos e redunde o sentimento de gratidão, para glória de Deus - Palavra do Senhor

SALMO RESPONSORIAL (125)

REFRÃO: OS QUE LANÇAM AS SEMENTES ENTRE LÁGRIMAS, CEIFARÃO COM ALEGRIA

1.
 Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, parecíamos sonhar; encheu-se de sorriso nossa boca, nossos lábios de canções. -R.

2. Entre os gentios se dizia: “Maravilhas fez com eles o Senhor!” Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria! -R.

3. Mudai a nossa sorte, ó Senhor, como torrentes no deserto. Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria. -R.

4. Chorando de tristeza sairão, espalhando suas sementes; cantando de alegria voltarão, carregando os seus feixes! -R.

EVANGELHO: MATEUS 20, 20-28

PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO, SEGUNDO MATEUS - Naquele tempo, 20Nisso aproximou-se a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma súplica. 21Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda. 22Jesus disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu devo beber? Sim, disseram-lhe. 23De fato, bebereis meu cálice. Quanto, porém, ao sentar-vos à minha direita ou à minha esquerda, isto não depende de mim vo-lo conceder. Esses lugares cabem àqueles aos quais meu Pai os reservou. 24Os dez outros, que haviam ouvido tudo, indignaram-se contra os dois irmãos. 25Jesus, porém, os chamou e lhes disse: Sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os grandes as governam com autoridade. 26Não seja assim entre vós. Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo. 27E o que quiser tornar-se entre vós o primeiro, se faça vosso escravo. 28Assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por uma multidão - Palavra da salvação




 
MENSAGEM DE NOSSA SENHORA EM MEDJUGORJE – “Queridos filhos! Hoje os convido a compreenderem sua vocação cristã. Filhinhos, Eu os conduzi e os conduzo através deste tempo de graça a fim de se tornarem conscientes da sua vocação cristã. Os santos mártires morriam testemunhando: "Eu sou cristão e amo a Deus acima de tudo!" Filhinhos, também hoje os convido a regozijarem-se e a tornarem-se alegres cristãos, responsáveis e conscientes de que Deus os convidou de maneira especial a serem mãos alegremente estendidas para aqueles que não crêem e, pelo seu exemplo de vida, eles recebam fé e amor para com Deus. Por isso, rezem, rezem, rezem a fim de que seus corações se abram e se tornem sensíveis à palavra de Deus. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo” – MENSAGEM DO DIA 25.11.97


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...